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  • Determinação de um mínimo paremiológico do português europeu
    Publication . Reis, Sónia; Baptista, Jorge
    O principal objetivo deste estudo é apresentar o ‘mínimo paremiológico’ do português europeu, isto é, a lista dos provérbios mais conhecidos e mais frequentemente utilizados pela generalidade dos falantes da comunidade linguística do português europeu. Para o estabelecimento do ‘mínimo paremiológico’ do português europeu foram utilizados diferentes procedimentos metodológicos ao longo de cinco anos. Numa primeira fase, coligiu-se uma base de dados digital com mais de 114.000 entradas (provérbios e variantes) e fez-se uma primeira seleção manual dos provérbios considerados mais usuais, tendo-se depois calculado a concordância entre anotadores, que foi bastante elevada. Procedeu-se também ao cálculo da frequência de provérbios e variantes (n. de ocorrências) em várias fontes: (1) em dicionários e coletâneas de provérbios; (2) num corpus de textos jornalísticos (CETEMPúblico, Santos & Rocha, 2001); (3) em manuais escolares de Português e de Português Língua não Materna; e (4) em dois motores de busca (Google e Bing). Procedeu-se ainda à aplicação de dois questionários distintos, online. Obteve-se assim uma lista de 318 provérbios – o mínimo paremiológico do português europeu. A lista dos 318 provérbios poderá́ ter diversas aplicações, quer para o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico ou terapia de certas patologias da linguagem, quer para a aprendizagem de português como língua estrangeira.
  • O uso de provérbios no ensino de português
    Publication . Reis, Sónia; Baptista, Jorge
    Os provérbios, enquanto elementos linguísticos marcados pelo seu uso generalizado, são estruturas muito ricas, quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista linguístico, daí o seu potencial como um importante contributo para o ensino das línguas. É neste sentido que se justifica a sua inclusão nos conteúdos programáticos de Português, em articulação com as respetivas Metas Curriculares. Apesar de os provérbios apenas constarem explicitamente dos conteúdos programáticos do ensino básico de português do 5º e 6º anos de escolaridade, os mesmos surgem disseminados nos manuais escolares até ao 12º ano de escolaridade. Neste trabalho, pretendemos, num primeiro momento, verificar em que alturas do percurso escolar são os provérbios referidos tanto nos textos ordenadores como nos manuais escolares, bem como determinar os fatores didáticos que promovem a sua utilização. Num segundo momento, pretendemos determinar quais os provérbios (e suas variantes) mais difundidos nos manuais escolares, com recurso a ferramentas do processamento de linguagem natural. Os resultados permitirão extrair índices de frequência e repartição dos provérbios nos manuais escolares e construir uma imagem mais clara da forma como são utilizados no contexto de ensino de língua e o potencial impacto que tal representação poderá ter na respetiva disponibilidade lexical.