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Risco de suicídio em idosos: estudo comparativo entre o Alentejo e o Algarve

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O suicídio após os 65 anos de idade é considerado como um dos mais sérios problemas de saúde pública no mundo. Em algumas regiões de Portugal, como o Alentejo e o Algarve, este fenómeno assume particular importância, particularmente na população idosa, em que a taxa de suicídio é muito superior à taxa média de suicídio nacional. O principal objetivo do estudo consistiu em compreender de que forma determinados fatores psicológicos e/ou sociodemográficos podem influenciar a variação de ideação suicida em idosos, numa amostra do Algarve e do Alentejo. A amostra total foi constituída por 120 idosos, com idades compreendidas entre os 60 e os 97 anos, 49 do sexo feminino e 71 do sexo masculino. Oitenta e três idosos estavam institucionalizados e 37 não estavam institucionalizados. Após um despiste inicial de défices mnésicos com o Mini Mental State, os participantes preencheram um questionário sociodemográfico, a Escala de desesperança de Beck, o Inventário de depressão de Beck , o Questionário de ideação suicida, o Inventário dos cinco fatores e a Escala de satisfação com o suporte social. Fatores como a sintomatologia depressiva, a desesperança, o neuroticismo, a baixa satisfação como suporte social, bem como a existência de história de tentativa e/ou suicídio na família ou numa pessoa próxima e de tentativas de suicídio do próprio estão positiva e significativamente relacionados com os níveis de ideação suicida. A comparação entre o Alentejo e o Algarve permitiu aferir que não se encontram diferenças a nível da ideação suicida e da desesperança, que 7,8% dos idosos do Algarve e 11,4% dos idosos do Alentejo se encontra em potencial risco de ideação suicida e em ambas as amostras a desesperança caracteriza-se como moderada. Os idosos do Algarve apresentam níveis mais elevados de sintomatologia depressiva e de neuroticismo e uma menor satisfação com o suporte social. Os idosos do Alentejo apresentam níveis mais elevados de conscienciosidade, extroversão, abertura à experiência e também de satisfação com o suporte social. No Alentejo a sintomatologia depressiva é o melhor preditor da ideação suicida. No Algarve a variância da ideação suicida é explicada pela sintomatologia depressiva, baixa extroversão e baixa satisfação com o suporte social. Os resultados revelam que apesar de não se verificarem diferenças significativas a nível da ideação suicida entre regiões, os idosos do Algarve apresentam mais fatores de risco associados à ideação suicida como a sintomatologia depressiva, neuroticismo e baixa satisfação com o suporte social, tornando-os mais predispostos à ideação suicida. Os idosos do Alentejo, apesar de apresentarem fatores protetores como a concienciosidade e a extroversão e uma maior satisfação com o suporte social, o melhor preditor de ideação suicida nesta região é a sintomatologia depressiva, fator de grande vulnerabilidade para o comportamento suicidário. Os resultados permitem compreender o papel dos diferentes fatores de risco e protetores na ideação suicida, quer na amostra total, quer no Alentejo e Algarve em separado. Neste sentido será possível delinear estratégias de prevenção e intervenção adaptadas ao contexto.

Descrição

Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2017

Palavras-chave

Ideação suicida Idosos Desesperança Sintomatologia depressiva

Contexto Educativo

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