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Authors
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Abstract(s)
Para a população em geral, os tubarões têm uma reputação que não se enquadra com a sua
verdadeira natureza. Pesquisas informais muitas vezes revelam os tubarões como animais
perigosos, agressivos ou devoradores de homens, uma visão muito distante da sua real
biologia e comportamento. Este resultante senso-comum é aparentemente difícil de dissociar
da consciência de muitos visitantes de entidades zoológicas no mundo inteiro, mesmo com o
recurso a programas educativos dirigidos para a temática específica dos tubarões. Como
podem, então, parques zoológicos e aquários contribuir para uma mudança neste paradigma?
Serão as abordagens de educação e conservação actualmente praticadas eficazes para os
visitantes? Neste estudo, a percepção de jovens visitantes (8-16 anos) sobre os tubarões
foram avaliados com o objetivo de elaborar uma hipótese de progressão para o conhecimento
destes animais, contribuindo para o desenvolvimento de mais eficazes abordagens educativas.
O estudo realizou-se no Zoomarine, um parque oceanográfico localizado no sul de Portugal,
através de um estudo de caso utilizando uma metodologia qualitativa (entrevistas e desenhos)
através de uma abordagem interpretativa. A hipótese de progressão proposta é composta por
três níveis de conhecimento sequenciais. Os resultados deste estudo mostraram uma clara
predominância de visões antropomórficas e antropocêntricas, bem como uma visão utilitarista
dos tubarões e dos ecossistemas condicionando, assim, o conhecimento e a visão
epistemológica dos visitantes.
Description
Dissertação de mest., Didáctica e Inovação no Ensino das Ciências (Biologia/Geologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Univ. do Algarve, 2011
Keywords
Tubarões Educação informal Hipótese de progressão Ensino das ciências Percepções