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Impacto psicológico da doença oncológica em pacientes oncológicos angolanos tratados em Portugal: estudo comparativo com uma amostra de imigrantes angolanos saudáveis vivendo em Portugal

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Abstract(s)

A investigação agora apresentada, teve, como objeto de estudo, as características e processos de adaptação psicológica dos pacientes oncológicos angolanos em Portugal, ao abrigo dos protocolos de prestação de cuidados de saúde entre os dois países, situando-se na confluência de duas áreas do conhecimento: a Oncologia e a Psicologia da Saúde e, em particular, ao seu interface: a Psico-Oncologia. As características desta população e os seus processos de ajustamento à doença oncológica, tornam-na num caso de estudo com especificidades muito particulares. A escolha do tema teve várias motivações e objetivos, como, perceber o impacto psicológico da doença oncológica nos pacientes angolanos tratados em Portugal, contribuir para o lançamento de pontes de intercâmbio científico entre Angola e Portugal, na área específica da Psicologia da Saúde, alicerçar projetos de investigação no interface entre a Medicina e a Psicologia, contribuindo para o desenvolvimento desta disciplina em Angola. A investigação centra-se no impacto de algumas variáveis psicossociais, procurando assim compreender melhor o impacto psicossocial da doença, lançando pistas sobre possíveis relações entre esses fatores, eclosão e evolução da doença, e principalmente, sobre os processos de adaptação psicológicos envolvidos. A metodologia selecionada, foi a dum estudo empírico, transversal e comparativo entre duas populações de residentes angolanos em Portugal: uma constituída por pacientes oncológicos, em tratamentos médicos e a outra constituída por uma amostra de conveniência de angolanos residentes em Portugal por motivos não relacionados com a saúde. Foram utilizados os seguintes Instrumentos: Questionário elaborado por nós, focando três grandes áreas: a) características sociodemográficas, b) características clínicas e c) estilos de vida. Foram ainda utilizadas as Escalas: NEO-FFI20; Brief COPE e Escala de Satisfação com Suporte social (ESSS). Os resultados permitiram apurar diferenças muito significativas entre ambos os grupos em várias áreas. 1) Observaram-se diferenças significativas nos estilos de Vida dos pacientes oncológicos, em relação aos sujeitos saudáveis, antes da eclosão da doença oncológica, mas a presença desta também teve um impacto negativo e altamente limitativo na sua autonomia pessoal, nos seus hábitos e Estilos de Vida e na capacidade de prosseguirem com os seus hábitos e ritmos da forma que lhes era familiar no passado. 2) Observaram-se diferenças significativas (dimensão Extroversão), ou muito significativas (dimensão Neuroticismo) entre os dois grupos considerados, no que se refere às dimensões da personalidade. A Extroversão era significativamente superior no Grupo de Controlo e o Neuroticismo, muito significativamente superior no Grupo Oncológico. 3) No que se refere às estratégias de coping utilizadas pelos dois grupos, constatámos que os pacientes oncológicos parecem usar quase todos os recursos e estratégias de coping à sua disposição de forma mais intensa e frequente que os seus pares saudáveis. Utilizam mais frequentemente, e de forma muito significativa, o Coping Ativo, o Planeamento, o Suporte Instrumental, O Suporte Emocional, a Religião, a Expressão Emocional, a Negação e o Uso de Substâncias. Utilizam mais frequentemente, e de forma estatisticamente significativa, a Aceitação e o Humor. Não diferem dos seus pares saudáveis na frequência com que usam a Culpabilização, a Reinterpretação Positiva, a Auto distração e o Desinvestimento Comportamental. 4) Em relação ao Suporte Social Percebido os nossos resultados sugerem que os pacientes oncológicos angolanos se sentem, em geral, menos, ou muito menos satisfeitos com o seu Suporte Social do que os seus pares, que integraram o Grupo do Controlo. Se sentem menos satisfeitos com Suporte Familiar, o mesmo se passando com as Relações de Amizade. E percebem-se como estando muito menos satisfeitos com as Relações de Intimidade e com as Atividades Sociais, que os sujeitos saudáveis.

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Tese de dout., Psicologia (Psicologia da Saúde), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2012

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