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Publicação

Biogeographic and diversity analysis of intertidal seaweeds and associated peracarids in the Northeast Atlantic

datacite.subject.fosCiĂȘncias Naturais::Outras CiĂȘncias Naturaispt_PT
dc.contributor.advisorSantos, Rui
dc.contributor.advisorQueiroga, Henrique
dc.contributor.authorHerrero, Javier Jimenez
dc.date.accessioned2021-04-29T11:13:56Z
dc.date.available2021-04-29T11:13:56Z
dc.date.issued2020-12-09
dc.description.abstractThe distribution and biodiversity patterns of intertidal seaweeds and associated peracarids were studied along the Northeast Atlantic region from 65ÂșN to 27ÂșN of latitude. In order to determine what factors drive the geographical distribution of intertidal communities of seaweeds and peracarids, twenty-seven stations and nine abiotic factors were considered (fetch, air temperature, precipitation, insolation, SST, chlorophyll-a, pH, aragonite saturation, OHI). A total of 12779 specimens were sorted and identified to the species or genus level, of which the vast majority belonged to the group of algae. In order to assess biogeographical groups of these species along the Northeast Atlantic, a CLUSTER analysis as well as a NMDS analysis were carried out, resulting in the identification of three ecoregions; 1)Northern Europe, 2)Central Iberian Peninsula and 3)Southern Macaronesia. CCA and NMDS analyses showed high correlations between environmental factors such as precipitation, insolation and SST minimum albeit to a lesser extent, and species distribution. Macaronesian species were correlated with higher temperature and insolation whereas those of the Iberian peninsula were correlated with higher pH and chlorophyll. On the other hand, the abundance that was similar among all species and the results of the SIMPER analysis indicated a certain homogeneity of species without dominance of one over another. Both the species richness (S) and α diversity (indexes of H’, Dsimp and eH’) presented a decreasing latitudinal gradient towards higher latitudes. An exception to this pattern was observed for ÎČ-diversity, probably due to the homogeneity of abundance of species observed between regions, mainly affected by abiotic factors of the local environment.pt_PT
dc.description.abstractOs padrĂ”es biogeogrĂĄficos variam de acordo com as diferentes zonas do oceano; em ĂĄguas pouco profundas, a distribuição dos organismos fica mais irregular devido a uma variedade de fatores, como caracterĂ­sticas geolĂłgicas, efeitos das marĂ©s, mas tambem, foi demonstrado que variam de acordo com o tipo de organismo, habitat que ocupam ou condiçÔes ambientais a que estĂŁo sujeitos. Embora a variabilidade da ocorrĂȘncia de flora e fauna em diferentes ĂĄreas do oceano seja conhecida, os limites biogeogrĂĄficos de muitas comunidades permanecem obscuros. A classificação global no ambiente marinho permanece limitada na sua resolução espacial. A delimitação dos limites biogeogrĂĄficos marinhos indica a importĂąncia relativa dos fatores que causaram a distribuição atual das espĂ©cies marinhas Ă  escala global, como deriva continental, temperatura, aumento do nĂ­vel do mar e glaciação. O clima, e especificamente a temperatura, Ă© um fator importante na configuração da distribuição geogrĂĄfica dos organismos e, portanto, o aquecimento global estĂĄ causando uma redistribuição dos limites geogrĂĄfico das espĂ©cies marinhas. A delimitação de ĂĄreas biogeogrĂĄficas surgiu devido ao aumento das ameaças antrĂłpicas Ă  biodiversidade marinha e Ă  necessidade de proteger a biodiversidade. AlĂ©m disso, a biogeografia Ă© uma ferramenta comumente usada para a conservação marinha e um critĂ©rio para a identificação, seleção e designação de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs). A regiĂŁo do AtlĂąntico Nordeste tem sido profundamente estudada, no entanto, a maioria dos estudos biogeogrĂĄficos foram realizados numa faixa latitudinal estreita e fracionada. O objetivo deste estudo Ă© investigar a distribuição geogrĂĄfica de algas e crustĂĄceos peracarĂ­deos associados a elas ao longo das costas da Europea. Investigamos o papel das variĂĄveis ambientais e da pressĂŁo antrĂłpica na determinação da distribuição geogrĂĄfica, bem como os padrĂ”es de biodiversidade de algas intertidais e peracarĂ­deos ao longo do AtlĂąntico Nordeste, cobrindo uma ampla faixa latitudinal, da IslĂąndia (65ÂșN) para as Ilhas CanĂĄrias (27ÂșN). As questĂ”es que queremos responder sĂŁo: se hĂĄ diferentes ecorregiĂ”es ou ĂĄreas com certa homogeneidade interna quanto Ă  composição de algas e espĂ©cies de peracarĂ­deos, bem como se os fatores que configuram essa distribuição geogrĂĄfica sĂŁo a temperatura superficial do mar (TSM) e o impacto humano. AlĂ©m a presença de um gradiente latitudinal com diminuição da biodiversidade em direção aos pĂłlos. A fim de investigar essas hipĂłteses, algas intertidais e amostras de peracarĂ­deos de 27 estaçÔes localizadas em uma ampla faixa latitudinal foram colhidas e analisadas. Os organismos foram classificados ao nĂ­vel da espĂ©cie e o conjunto de dados foi analisado. Foi realizada uma anĂĄlise CLUSTER e um NMDS que revelou a presença de trĂȘs ecorregiĂ”es no AtlĂąntico Nordeste com base na presença de algas e peracarĂ­deos: 1) Norte da Europa, 2) PenĂ­nsula Central ou IbĂ©rica, 3) Sul da MacaronĂ©sia. Por outro lado, a abundancia destes organismos estĂĄ distribuĂ­da por muitas espĂ©cies, pelo que a anĂĄlise SIMPER revelou uma baixa incidĂȘncia de cada espĂ©cie na distinção entre ecorregiĂ”es. AlĂ©m disso, o baixo endemismo encontrado especialmente na PenĂ­nsula IbĂ©rica pode indicar esta ĂĄrea como uma zona de transição entre a ecorregiĂŁo Norte e Sul ou MacaronĂ©sia. Quando exploramos a relação da distribuição geogrĂĄfica das espĂ©cies com as variĂĄveis ambientais, as anĂĄlises de CCA e NMDS mostraram, ao contrĂĄrio do que se esperava, uma maior influĂȘncia das variĂĄveis como fetch, insolação, precipitação e clorofila do que da temperatura (exceto para o mĂ­nimo SST) e impacto humano. Isso pode ser devido ao fato de que os organismos que ocupam a zona entremarĂ©s estĂŁo expostos a condiçÔes ambientais extremas, na interface do ambiente marinho e terrestre e, portanto, sĂŁo os mais afetados por esses tipos de fatores ambientais. Cada ecorregiĂŁo foi caracterizada por uma sĂ©rie de condiçÔes ambientais: as espĂ©cies da ecorregiĂŁo da MacaronĂ©sia correlacionaram-se com altas temperaturas, tĂ­picas desta ĂĄrea, bem como com elevada insolação, enquanto as espĂ©cies presentes na PenĂ­nsula IbĂ©rica se caracterizaram por elevadas concentraçÔes de pH e clorofila, possivelmente devido a upwelling presente na costa de Portugal. Por fim, foi estudada a relação da biodiversidade desses organismos com a latitude. Para a biodiversidade local, foram obtidos tanto a riqueza de espĂ©cies quanto a diversidade alfa (Ă­ndices H ', Dsimp e eH'), que descrevem um gradiente latitudinal com decrĂ©scimo para latitudes mais elevadas e com uma diferença marcante entre as ecorregiĂ”es norte e os sĂ­tios do sul (ecorregiĂŁo IbĂ©ria e MacaronĂ©sia). PorĂ©m, para a diversidade beta, a anĂĄlise de correlação (r pearson) nĂŁo mostrou relação com a latitude, o que indica que nĂŁo hĂĄ substituição ou troca de espĂ©cies entre estaçÔes ou ecorregiĂ”es, e a presença de habitats semelhantes dentro de cada ecorregiĂŁo e entre elas. AlĂ©m disso, os resultados de evenness (J ') que mostram valores elevados para as trĂȘs ecorregiĂ”es indicam que dentro de cada ecorregiĂŁo a abundĂąncia Ă© distribuĂ­da entre as diferentes espĂ©cies sem predominĂąncia de uma sobre as outras, essas condiçÔes sĂŁo mantidas para as trĂȘs ecorregiĂ”es. Uma das causas para que a diversidade beta nĂŁo siga esse padrĂŁo pode ser a pouca influĂȘncia que a temperatura exerce na distribuição dessas espĂ©cies de algas e peracarĂ­deos na regiĂŁo do AtlĂąntico Nordeste. Este estudo pode melhorar o conhecimento da biogeografĂ­a da regiĂŁo do AtlĂąntico Nordeste, fornecendo uma visĂŁo em maior escala dos padrĂ”es de distribuição de algas e peracarĂ­deos que habitam a zona entremarĂ©s. AlĂ©m disso, a partição espacial do Nordeste do Oceano AtlĂąntico Ă© valiosa para as polĂ­ticas de gestĂŁo de ecossistemas marinhos, o tamanho relativamente grande das unidades aqui definidas Ă© justificado pela grande conectividade entre os ecossistemas marinhos e ajudarĂĄ a compreender as escalas espaciais em que devem aplicar açÔes de gestĂŁo das AMPs. TambĂ©m pode ajudar a aumentar o conhecimento sobre os fatores que determinam a distribuição e diversidade desses organismos, o que pode ser Ăștil para pesquisas futuras sobre as previsĂ”es de possĂ­veis mudanças causadas pelas mudanças climĂĄticas. No entanto, mais estudos biogeogrĂĄficos sĂŁo necessĂĄrios nesta regiĂŁo para confirmar esta divisĂŁo espacial.pt_PT
dc.identifier.tid202652238pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.1/15461
dc.language.isoengpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectDistribuiçãopt_PT
dc.subjectBiodiversidadept_PT
dc.subjectAlgas marinhaspt_PT
dc.subjectPeracarĂ­deospt_PT
dc.subjectFatores abiĂłticospt_PT
dc.titleBiogeographic and diversity analysis of intertidal seaweeds and associated peracarids in the Northeast Atlanticpt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.grantorUniversidade do Algarve. Faculdade de CiĂȘncias e Tecnologia
thesis.degree.levelMestre
thesis.degree.nameMestrado em Biologia Marinhapt_PT

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