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Compreendendo uma realidade geográfica que liga o Oriente ao Ocidente e o Norte ao Sul, a bacia do Mediterrâneo constitui um cadinho de inevitável diversidade paisagística, reflexo de não menos distintas culturas, línguas, comportamentos, credos, entre tantos outros traços identitários, que se cruzam numa História partilhada. Mas, não obstante a pluralidade, será, ainda assim, identificável uma unidade na abordagem ao acto de habitar, de arquitectar – no sentido etimológico do construir, do criar o abrigo para o Homem – a paisagem e, consequente e intrinsecamente, a edficação, através de processos que, ainda que formalmente distantes, sejam essencialmente próximos? Através da análise de autores distintos em distintos registos – desde a historiografia de Braudel ao impressionismo viajante de Matvejevitch, passando pela análise apaixonada, mas escalpelizada, de Orlando Ribeiro ou o humanismo de Torga – procurará identificar-se a comunhão de um certo genius de habitar, não confinado a um loci específico, na procura do que traduz um ethos mais amplo: o Mediterrâneo.
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Paisagem Genius loci Ethos Habitar
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Argumentum, CEAACP, CAM