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Abstract(s)
The deep-sea sharks are vulnerable to exploitation, and their productivity is amongst the lowest observed to date. Sharks are, in general, predators and thus crucial to maintain the balance of their direct and indirect preys. Due to their fragility and role in the marine food web, this study aimed at assessing the nutritional condition, diet, and trophic position (TP) of deep-sea sharks at the southwest coast of Portugal using for the first time a combination of two non-lethal approaches with deep-sea elasmobranchs: RNA/DNA (R/D) ratios, and stable isotope analysis (SIA). Muscle samples were collected from deep-sea shark species: Centrophorus squamosus, Centroselachus crepidater, Deania calcea, Deania profundorum, Etmopterus pusillus, Galeus atlanticus and Scymnodon ringens. Their potential prey were also collected and included, teleosts, crustacean and cephalopods. Overall, sharks presented a good nutritional condition indicating they have been feeding and that their diet might be supported by the species from the study area. The species with higher R/D values (e.g. G. atlanticus) are eating more frequently than species with lower ratios (e.g. D. profundorum). Sharks were divided in three groups according to SIA. The first group was composed by D. profundorum, E. pusillus, and G. atlanticus presenting low δ13C and δ15N values, indicating they were feeding on preys with low δ13C and δ15N values such as crustaceans and diel vertical migratory teleosts (group T3), presenting a TP range of 4.1-5.1. Second group of consumers is composed by S. ringens and C.squamosus with 13C and 15N-enriched values, an indication they were feeding on preys with higher values of δ13C and δ15N such as migratory teleosts and cephalopods and presented a TP range of 5.6-6.1. The third group is composed by D.calcea and C.crepidater with a high isotopically variability suggesting intra-specific variation on the diet or a generalist behavior with the presence of a wider trophic niche and TP range of 5.1-6.3.
Tubarões de profundidade são vulneráveis à exploração e sua produtividade está entre as mais baixas observadas até o momento. Os tubarões são, em geral, predadores e, portanto, são cruciais para manter o equilíbrio do ambiente em que habitam. Devido à essa fragilidade e importância, este estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional, a dieta e a posição trófica (TP) de tubarões de profundidade na costa sudoeste de Portugal utilizando pela primeira vez uma combinação de duas abordagens não letais com elasmobrânquios de profundidade: Rácios de RNA/DNA e análise de isótopos estáveis (SIA). Amostras de músculos foram coletadas para tubarões - Centrophorus squamosus, Centroselachus crepidater, Deania calcea, Deania profundorum, Etmopterus pusillus, Galeus atlanticus e Scymnodon ringens e também para potenciais presas: teleósteos (dividos pelos seus valores de δ13C e δ15N nos grupos T1 à T4), crustáceos e cefalópodes. Em geral, os tubarões apresentaram uma boa condição nutricional indicando que eles têm se alimentado e que sua dieta pode ser sustentada pelas presas da área de estudo. As espécies com maiores rácios de R/D (por exemplo, G. atlanticus) se alimentam mais frequentemente do que as espécies com menores rácios (por exemplo, D. profundorum). Os tubarões podem ser agrupados em três grandes grupos de consumidores de acordo com SIA. O primeiro é composto pelas espécies D. profundorum, E. pusillus e G. atlanticus com baixos valores de δ13C e δ15N indicando, portanto, uma dieta composta por presas com baixos valores de δ13C e δ15N como crustáceos e espécies de teleósteos que realizam migração vertical diária, apresentando também uma variação de TP de 4,1 a 5,1 . O segundo grupo de consumidores é composto por S. ringens e C. squamosus que possuem valores enriquecidos de 13C e 15N, um indicativo de que eles se alimentam de presas com valores maiores de δ13C e δ15N como algumas espécies migratórias de teleósteos e cefalópodes e possuam uma variação de 5,6 a 6,1 de TP. O terceiro grupo é composto por D. calcea e C. crepidater onde apresentaram alta variabilidade isotópica sugerindo variação intraespecífica na dieta e/ou comportamento generalista com a presença de um nicho trófico mais amplo, e uma variação de TP 5,1 a 6,3.
Tubarões de profundidade são vulneráveis à exploração e sua produtividade está entre as mais baixas observadas até o momento. Os tubarões são, em geral, predadores e, portanto, são cruciais para manter o equilíbrio do ambiente em que habitam. Devido à essa fragilidade e importância, este estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional, a dieta e a posição trófica (TP) de tubarões de profundidade na costa sudoeste de Portugal utilizando pela primeira vez uma combinação de duas abordagens não letais com elasmobrânquios de profundidade: Rácios de RNA/DNA e análise de isótopos estáveis (SIA). Amostras de músculos foram coletadas para tubarões - Centrophorus squamosus, Centroselachus crepidater, Deania calcea, Deania profundorum, Etmopterus pusillus, Galeus atlanticus e Scymnodon ringens e também para potenciais presas: teleósteos (dividos pelos seus valores de δ13C e δ15N nos grupos T1 à T4), crustáceos e cefalópodes. Em geral, os tubarões apresentaram uma boa condição nutricional indicando que eles têm se alimentado e que sua dieta pode ser sustentada pelas presas da área de estudo. As espécies com maiores rácios de R/D (por exemplo, G. atlanticus) se alimentam mais frequentemente do que as espécies com menores rácios (por exemplo, D. profundorum). Os tubarões podem ser agrupados em três grandes grupos de consumidores de acordo com SIA. O primeiro é composto pelas espécies D. profundorum, E. pusillus e G. atlanticus com baixos valores de δ13C e δ15N indicando, portanto, uma dieta composta por presas com baixos valores de δ13C e δ15N como crustáceos e espécies de teleósteos que realizam migração vertical diária, apresentando também uma variação de TP de 4,1 a 5,1 . O segundo grupo de consumidores é composto por S. ringens e C. squamosus que possuem valores enriquecidos de 13C e 15N, um indicativo de que eles se alimentam de presas com valores maiores de δ13C e δ15N como algumas espécies migratórias de teleósteos e cefalópodes e possuam uma variação de 5,6 a 6,1 de TP. O terceiro grupo é composto por D. calcea e C. crepidater onde apresentaram alta variabilidade isotópica sugerindo variação intraespecífica na dieta e/ou comportamento generalista com a presença de um nicho trófico mais amplo, e uma variação de TP 5,1 a 6,3.
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Keywords
Squaliformes Elasmobrânquios Ecofisiologia Oceano Atlântico Leste Condição nutricional Nicho trófico