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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo pretende verificar se o ciclo de vida das empresas contribui para aumentar o
poder explicativo do modelo financeiro da estrutura de capital. Além disso, analisa
determinantes da estrutura de capital sugeridos pelas várias teorias que emergiram no
último quarto do século passado, nomeadamente, a teoria do efeito fiscal, a teoria dos
custos de falência, a teoria da agência e a teoria da informação assimétrica.
O estudo incidiu sobre empresas de tecnologias de informação e baseou-se em dados
recolhidos através de questionário.
Utilizando a análise de clusters, para desenvolver uma taxonomia do ciclo de vida das
empresas, e a análise de regressão linear múltipla, para avaliar o poder explicativo de
cada determinante proposto para o estudo da estrutura de capital, verificou-se que: (i) as
empresas da amostra encontram-se ou na fase de expansão ou na fase de maturidade;
(ii) existe uma relação negativa entre o nível de endividamento e os determinantes
crescimento e rendibilidade; (iii) as empresas mais jovens recorrem mais ao
endividamento; (iv) o nível de endividamento depende directamente do valor colateral
dos activos; (v) a dimensão, a poupança fiscal não associada ao endividamento, o risco
e o ciclo de vida das empresas parecem não ser determinantes da estrutura de capital das
empresas do sector das tecnologias de informação.
A evidência reforça o poder explicativo da teoria da pecking order e refuta a
possibilidade do ciclo de vida contribuir para as decisões de financiamento.
Descrição
Dissertação de mest., Finanças Empresariais, Faculdade de Economia, Univ. do Algarve, 2003
Palavras-chave
Estrutura de capital Determinantes da estrutura de capital Endividamento total Ciclo de vida das empresas Sector das tecnologias de informação
