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Razões para viver como fator protetor da ideação suicida em jovens-adultos

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O comportamento suicida é, nos dias de hoje, um problema de saúde pública que tem vindo a preocupar profissionais de saúde e entidades de diversas áreas. Para uma correta intervenção e prevenção deste fenómeno é imprescindível uma adequada compreensão de todos os processos envolvidos no comportamento suicida. Deste modo, existe uma grande necessidade em desenvolver estudos sobre a temática, nomeadamente, estudos que abordem a relação entre fatores de risco e de proteção, de maneira a haver uma maior acessibilidade em prevenir e intervir neste tipo de comportamento. O presente trabalho é composto por dois estudos. O primeiro estudo pretende analisar as características psicométricas do Reasons for Living Inventory for Young Adults – II (RFL-YA-II) com recurso a uma amostra de 936 jovens-adultos (Midade = 21.77; DP = 2.88) da população portuguesa. Para além do RFL-YA-II, os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, ao questionário de ideação suicida (SIQ), ao inventário de depressão de Beck-II (BDI-II), à escala de desesperança de Beck (BHS) e à Escala de afetos positivos e negativos (PANAS). Os resultados da análise fatorial exploratória permitem replicar o modelo original de 4 fatores do RFL-YA-II e os da análise fatorial confirmatória obtêm índices de ajustamento bastante satisfatórios. Em relação à fiabilidade e validade convergente, discriminante e concorrente, estes resultados vão ao encontro do estudo original do RFL-YA-II e permitem considerá-lo um instrumento viável e fidedigno para o estudo dos fatores protetores do comportamento suicida em jovens-adultos portugueses. Quanto ao segundo estudo, o principal objetivo consistiu em analisar os fatores preditores de risco (sintomatologia depressiva e desesperança) e protetores (razões para viver) da ideação suicida e verificar se existe mediação por parte das razões para viver na relação entre os fatores de risco e a ideação suicida. Neste estudo foi utilizada a mesma amostra (N = 936) e os mesmos instrumentos, exceto ao PANAS, que no estudo 1. Os principais resultados deste estudo revelam que os indivíduos com história de comportamentos autolesivos (N = 145) e tentativas de suicídio (N = 36) possuem maiores índices de ideação suicida, sintomatologia depressiva e desesperança e menores níveis de razões para viver do que a amostra total (N = 936). Além disso, verifica-se uma relação negativa entre os fatores de risco e ideação suicida com as razões para viver. São identificadas diferenças significativas entre género, mais precisamente, com o sexo feminino a pontuar níveis mais elevados de razões para viver do que o sexo masculino. O contributo dos fatores de risco na ideação suicida é garantido, explicando 53% da variação. Quanto às relações de mediação, os resultados sugerem que as razões para viver podem mediar parcialmente a relação entre a desesperança e a ideação suicida, quer na amostra total como no grupo de sujeitos com história de comportamentos autolesivos. Na relação entre sintomatologia depressiva e ideação suicida, as razões para viver podem mediar parcialmente essa relação, na amostra de indivíduos que efetuaram comportamentos autolesivos. Com este estudo conclui-se que as razões para viver possuem um papel importante, como fator protetor, na relação entre sintomatologia depressiva e desesperança com a ideação suicida.

Description

Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2016

Keywords

Ideação suicida Razões para viver Sintomatologia depressiva Desesperança Jovens-adultos

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