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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Motivados por estudos que investigam o desenvolvimento e promoção da Resiliência em jovens em idade escolar, pretendemos neste estudo analisar a Resiliência no percurso de vida dos jovens em diferentes contextos (familiar, escolar, comunidade e grupo de pares). Procurou-se ainda estudar a influência das relações familiares e do auto-conceito de competência no desenvolvimento dos traços de Resiliência destes jovens.
Para esse fim recorremos a um estudo por inquérito (questionário), através de três escalas: Escala de Resiliência – Healthy Kids Resilience Assessment Module (Constantine, Bernard, & Diaz, 1999; adaptado para a população portuguesa por Martins, 2002); Escala de Avaliação do Auto-conceito de Competência (Faria, & Santos, 1999) e a Escala de Percepção de Relação com a Família (Peixoto, 1999).
A amostra consistiu em 152 participantes com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos, de ambos os sexos, distribuídos por turmas de ensino regular (ER) e turmas de cursos de educação e formação (CEF).
Após a recolha e tratamento dos dados procedemos à análise dos resultados através de estatísticas descritivas dos factores das três escalas, comparação de valores médios e regressões múltiplas lineares em função de três critérios: sexo, tipo de ensino e existência ou não de reprovação de ano lectivo.
Verificámos que os factores de Resiliência são sensíveis e influenciados por características que se prendem com as relações interpessoais e afectivas que os jovens estabelecem com adultos em casa, na escola e na comunidade e com os seus grupos de pares. Particularmente, verificou-se por um lado que as expectativas dos adultos face aos jovens influenciam a Resiliência e a participação destes nas actividades da comunidade. Por outro lado, as relações afectivas dos jovens com os seus grupos de pares destacam-se como factor igualmente importante para o desenvolvimento dos traços resilientes.
Especificamente, observámos diferenças nas características da Resiliência dos jovens em função do sexo, tipo de ensino e existência ou não de reprovações. Neste sentido, os sujeitos do sexo feminino revelam-se mais resilientes que os do sexo masculino.
Verificámos igualmente que os sujeitos do ensino regular apresentam traços resilientes mais definidos que os alunos integrados em cursos de educação e formação. Por fim, pudemos constatar que um percurso académico sem reprovações escolares contribui para o x
desenvolvimento da Resiliência nos jovens estudantes. Em termos de percepção dos jovens da relação com a família, os nossos resultados sugerem que os jovens acreditam que os seus familiares reconhecem e aceitam as suas competências pessoais, sociais e académicas e sentem-se incentivados para a maturação e implementação dessas competências no seu percurso de vida.
Todavia os jovens não se auto-percepcionam como indivíduos suficientemente autónomos para assumir exclusiva responsabilidade dos seus percursos de vida, no sentido de possuírem suficientes competências para se confrontar com as mais diversas situações problemáticas.
Description
Dissertação mest., Psicologia da Educação, Universidade do Algarve, 2009
Keywords
Teses Adolescentes Família Resiliência Relações familiares