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Mudanças recentes na natureza das organizações, como a dimensão e as exigências
dos mercados, têm conduzido a uma intensa reflexão sobre a estrutura e o controlo
das sociedades abertas ao investimento do público. Na literatura tal reflexão encontra
acolhimento na problemática do Governo das Sociedades (Corporate Governance) e
envolve principalmente a questão universal dos mecanismos de tutela dos
investidores. Por outro lado, subjaz igualmente à Teoria da Agência, de onde,
emergem os conflitos de separação de propriedade e de gestão, e destes em
particular, a controvérsia do free cash flow. A classe empresarial tem hoje
igualmente, a consciência de que a empresa deve ter em conta também o conceito de
Responsabilidade Social. Desenvolver o relacionamento com os stakeholders, criar
valor para os accionistas e para a sociedade e preservar o meio ambiente, são outros
factores a serem incluídos no processo estratégico das organizações.
Nesse sentido, estruturámos uma abordagem à limitação do problema do risco do
free cash flow, com base nos mecanismos de controlo do Governo das Sociedades e
nos princípios de Responsabilidade Social da Empresa.
Utilizámos uma amostra de 298 empresas da NYSE Euronext e dados referentes ao
ano de 2007, e, recorrendo aos métodos de regressão linear múltipla, permitiu-nos
concluir acerca das relações entre os mecanismos de controlo e a limitação do
problema do free cash flow, isto é, sobre a limitação da discricionariedade dos fundos
excedentários.
Os resultados obtidos corroboram de uma forma geral que os mecanismos de
governo das sociedades limitam a arbitrariedade da gestão. Em particular, a análise
corrobora a hipótese de que o risco do free cash flow é maior para as empresas de
menor dimensão.
Description
Keywords
Free cash flow Governo das sociedades Endividamento Política de distribuição de dividendos Conselho de administração Estrutura de propriedade e responsabilidade social da empresa