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Tenho a noite e o dia e não tenho nada: o rendimento social de inserção e os beneficiários ciganos: o caso do concelho de Faro
dc.contributor.advisor | Marques, João Filipe | |
dc.contributor.author | Santos, Sofia Aurora | |
dc.date.accessioned | 2014-02-27T12:55:59Z | |
dc.date.available | 2014-02-27T12:55:59Z | |
dc.date.issued | 2013-07-30 | |
dc.description | Dissertação de mest., Educação Social, Escola Superior de Educação e Comunicação, Univ. do Algarve, 2013 | por |
dc.description.abstract | Este trabalho constitui uma análise do modo como o Rendimento Social de Inserção (RSI) é percecionado pelos atores sociais ciganos. Constitui, assim, o resultado de um estudo etnográfico que envolveu beneficiários e técnicos sociais do concelho de Faro e teve como duplo objetivo conhecer a experiência da atribuição do RSI e perceber como é vivida a situação de subsidiariedade junto dos beneficiários ciganos, bem como o modo como estes vivem o princípio da Solidariedade Social. Pretendeu-se também conhecer como é entendida a atribuição do subsídio por parte dos técnicos, bem como analisar as reais possibilidades de inserção e saída do universo da pobreza da população alvo. O Rendimento Social de Inserção (RSI) constitui uma prestação pecuniária mensal às famílias e indivíduos que vivam em situação de grave carência económica e que façam prova de determinadas condições de atribuição. Cabe aos beneficiários o cumprimento de um Programa de Inserção Social pré-estabelecido e que tem como objetivo romper o «ciclo vicioso da pobreza». Os ciganos são uma categoria particularmente exposta a situações de pobreza e exclusão social e são constantemente acusados de «abusarem» dos subsídios sociais do Estado. Perante este cenário, uma grande parte da sociedade manifesta uma certa hostilidade relativamente a este grupo étnico, que resulta, em grande medida, dos ancestrais preconceitos de que são vítimas mas também de uma insatisfatória aplicação das políticas sociais. Com a investigação que deu origem a esta dissertação revelaram-se algumas vivências dos beneficiários ciganos do Concelho de Faro em relação ao RSI. O contacto direto com os atores sociais contribuiu para se perceber como estes percecionam o apoio que lhes é atribuído pelo Estado, ao mesmo tempo que permitiu “dar” voz àqueles que com demasiada frequência são criticados e mesmo excluídos pela maioria. O trabalho de terreno permitiu observar e vivenciar as dinâmicas e os problemas de muitos ciganos habitantes do concelho de Faro. Os ciganos são um grupo étnico que ainda permanece desconhecido para muitas pessoas, incluindo para os técnicos que trabalham com eles. O trabalho etnográfico permitiu interagir com este grupo por forma compreender a sua realidade, recolher testemunhos na primeira pessoa e, de certo modo, desenvolver a capacidade crítica dos próprios informadores. | por |
dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.1/3531 | |
dc.language.iso | por | por |
dc.peerreviewed | yes | por |
dc.subject | Educação social | |
dc.subject | Pobreza | |
dc.subject | Exclusão social | |
dc.subject | Política social | |
dc.subject | Rendimento mínimo | |
dc.subject | Ciganos | |
dc.title | Tenho a noite e o dia e não tenho nada: o rendimento social de inserção e os beneficiários ciganos: o caso do concelho de Faro | por |
dc.type | master thesis | |
dspace.entity.type | Publication | |
rcaap.rights | openAccess | por |
rcaap.type | masterThesis | por |
thesis.degree.grantor | Universidade do Algarve. Escola Superior de Educação e Comunicação | por |
thesis.degree.level | Mestre | por |
thesis.degree.name | Mestrado em Educação Social | por |