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Production of nama seaweed (Caulerpa spp.) in an experimental lagoon cultivation setting and landbased system – Influence of cultivation depth and nutrient load on growth and morphology

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Resumo(s)

With the increasing impacts of climate change and declining fishery yields, interest in aquaculture is growing in Pacific Island Countries (PICs). One promising solution to produce nutritious and sustainable food without further exploiting the environment is the cultivation of seaweeds, which provide valuable biomass while simultaneously removing carbon dioxide and excess nutrients from the water. To offer fishers an economic alternative to high-value fishery products, seaweeds of the genus Caulerpa are particularly promising due to their comparatively high market price. In Fiji, these edible seaweeds, locally known as nama, are traditionally handharvested from shallow lagoon waters and reefs. However, rising demand has placed increasing pressure on natural stocks, making sustainable cultivation an important alternative. This study evaluated two cultivation approaches for nama. First a lagoon-based system using submerged trays at different depths, and secondly a land-based tank system with and without fertilizer supplementation. Because nama is highly sensitive to environmental parameters such as light intensity, nutrient availability, salinity, temperature, and hydrodynamics, the central aim was to determine which approach provides the most favorable conditions for optimal growth and desirable morphology. Replicated floating trays were deployed at four depths in lagoon waters, while land-based tanks were used to assess the effects of nutrient enrichment. Over a four-week period, relative growth rate (RGR), frond weight, ramuli density, and frond coloration were measured. To provide a benchmark for cultivated biomass, commercial nama sold in Fijian markets was also analyzed for the same parameters. The results suggest that nutrient limitation may be the primary bottleneck preventing successful cultivation in lagoon waters, as nama did not have access to sediment nutrient deposits. In contrast, fertilizer addition in the land-based system promoted growth but also caused pronounced morphological changes, resulting overall in a poor quality of the cultivated biomass. This study underscores the critical influence of nutrient availability on the successful cultivation of nama and can serve as a valuable proxy for future research. Particular attention should be directed toward the identification of the cultivated nama species and the composition of the applied fertilizer.
Com os impactos crescentes das alterações climáticas e a redução progressiva dos rendimentos das pescas a aquacultura tem vindo a assumir uma importância cada vez maior nos Países das Ilhas do Pacífico. As comunidades costeiras dependem fortemente da pesca como principal fonte de proteína animal e de rendimento económico. Contudo, a sobreexploração dos recursos marinhos, a degradação ambiental e as alterações no clima global têm reduzido a disponibilidade de peixe. Esta situação tem criado uma necessidade urgente de encontrar alternativas sustentáveis de produção de alimentos aquáticos que assegurem tanto a segurança alimentar como a subsistência das populações locais. Uma das soluções mais promissoras para responder a este desafio é a cultura de algas marinhas. As algas representam um recurso biológico de grande valor, não apenas pelo seu potencial como alimento nutritivo, mas também pelo contributo que oferecem aos ecossistemas marinhos. Ao serem cultivadas em larga escala, as algas conseguem sequestrar dióxido de carbono da água do mar, ajudando a mitigar os efeitos da acidificação oceânica. Além disso, absorvem nutrientes em excesso que, de outro modo, poderiam levar à eutrofização e à perda de biodiversidade em áreas costeiras. Estas funções ecológicas fazem da aquacultura de algas uma atividade ambientalmente benéfica, em contraste com outras formas de aquacultura animal que podem estar associadas a impactos negativos. Para além das vantagens ecológicas, a produção de algas pode ter efeitos sociais e económicos relevantes. A aquacultura de algas marinhas diversifica as fontes de rendimento das comunidades costeiras, gera oportunidades de emprego e promove a inclusão social, uma vez que muitas vezes envolve a participação ativa de mulheres em todas as fases do processo, desde a colheita até à comercialização. Em regiões que enfrentam o declínio contínuo das capturas de peixe, a introdução de algas cultivadas no mercado representa uma alternativa viável para sustentar as economias locais e reduzir a pressão sobre os recursos naturais. Entre as várias espécies de algas que podem ser cultivadas, as algas verdes comestíveis do género Caulerpa apresentam características particularmente atrativas. Estas algas são consumidas há gerações em várias culturas do Pacífico e da Ásia, não apenas pelo seu sabor delicado e textura crocante, mas também pelo seu elevado valor nutricional. A sua procura crescente nos mercados internacionais deve-se à presença de vitaminas, minerais, antioxidantes e ácidos gordos insaturados, que as tornam um alimento funcional com benefícios para a saúde. O seu valor de mercado é relativamente elevado quando comparado com outras espécies de algas, o que aumenta a sua atratividade como produto de exportação e como alternativa económica para os pescadores locais. Nas Fiji, as espécies de Caulerpa são conhecidas localmente como nama. Tradicionalmente, estas algas são colhidas manualmente em recifes pouco profundos e lagoas costeiras. O nama é considerado uma iguaria culinária, consumida principalmente em saladas frescas, em pratos típicos ou como guarnição. É vendido nos mercados locais e possui potencial para exportação devido à sua procura crescente. Contudo, a popularidade crescente e o aumento da procura exercem uma pressão significativa sobre os stocks naturais. Em algumas regiões do Pacífico, como nas Ilhas Salomão, já foram registados episódios de sobre-exploração que levaram à redução ou mesmo ao desaparecimento local de populações de Caulerpa. Esta situação evidencia a vulnerabilidade das reservas naturais e a necessidade de desenvolver sistemas de cultivo sustentáveis que possam complementar ou substituir a colheita direta. Apesar da sua importância económica e cultural, a aquacultura de Caulerpa comestível nos países do Pacífico encontra-se numa fase inicial de desenvolvimento. Diferentemente do Sudeste Asiático, onde a espécie C. lentillifera é cultivada em viveiros de maré há várias décadas, nas ilhas do Pacífico as tentativas de cultivo permanecem sobretudo experimentais. As práticas de cultivo testadas incluem tabuleiros plásticos flutuantes em lagoas, colocados a diferentes profundidades, bem como sistemas em tanques terrestres. No entanto, os resultados reportados são muitas vezes contraditórios e subsistem lacunas importantes sobre as condições ideais de cultivo, nomeadamente no que se refere à intensidade luminosa, à disponibilidade de nutrientes, à salinidade, à temperatura e à hidrodinâmica. (...)

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Maricultura de algas Uvas do mar Aquacultura sustentável Fiji

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