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Abstract(s)
Em Portugal, todos os anos há adolescentes que saem do ensino sem concluir o ensino obrigatório e entram precocemente no mundo de trabalho sem qualificações. Em 1999, surgiu o Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) como uma medida de exceção reservada a todos os menores que se encontram em situação de abandono escolar e/ou de trabalho infantil e tem como objetivo principal garantir a conclusão do ensino obrigatório legalmente instituído.
O presente estudo pretendeu descrever e analisar o perfil sociodemográfico e familiar, e a adaptação psicossocial de adolescentes que frequentam as turmas PIEF, como ainda, as perceções das respetivas mães sobre a sua parentalidade e a forma como estas dimensões se relacionam entre si e com as diversas características sociodemográficas e familiares.
Neste estudo participaram 65 estudantes (44 rapazes e 21 raparigas), com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos (M = 15,49; DP = 1,12), a frequentarem as turmas PIEF em escolas do distrito de Faro, como também, as suas respetivas mães (N = 40). Para avaliar as dimensões em estudo foram utilizados os seguintes instrumentos: um questionário de dados sociodemográficos e familiares; Youth Self-Report (Achenbach, 1991; Nunes & Lemos, 2010b); e, Parenting Sense of Competence Scale (Johnston & Mash, 1989; Nunes & Lemos, 2010a).
Os resultados sugerem que os alunos de turmas PIEF constituem um grupo especialmente vulnerável atendendo aos índices clínicos de problemas de adaptação psicossocial e de comportamentos de alto risco e às circunstâncias do meio envolvente (e.g., pais com baixo níveis educativos, desempregados ou com trabalhos precários ou desqualificados, famílias numerosas e alargadas). Os rapazes apresentam mais problemas de externalização e comportamentos de alto risco. Na adolescência tardia existem mais problemas de internalização. Os adolescentes com mães empregadas reportam mais problemas de comportamento geral, de externalização, comportamentos de alto risco e problemas sociais. As mães dos adolescentes percecionam uma competência e eficácia parental relativamente elevada, porém uma satisfação com o papel parental ligeiramente baixa. A eficácia parental apresenta associações negativas com os problemas de internalização, nomeadamente, a ansiedade, depressão, isolamento, como ainda, com os problemas de externalização.
Description
Dissertação de mest., Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2012