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A eficácia da supressão no controlo de pensamentos indesejados perante um estímulo desencadeador

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Abstract(s)

A supressão de pensamento é uma estratégia que a maior parte das pessoas utiliza para afastar da consciência pensamentos indesejados. Os resultados de algumas investigações têm mostrado que esta estratégia pode produzir efeitos opostos aos que se pretende obter. Estes efeitos paradoxais podem ser de dois tipos: (1) efeito de aumento imediato: aumento da ocorrência de pensamentos intrusivos durante o período em que o pensamento é suprimido e (2) efeito de ricochete: aumento da frequência de pensamentos intrusivos uma vez concluída a supressão. Os resultados dos estudos não são, contudo, consensuais. A eficácia ou ineficácia da supressão parece estar influenciada por algumas variáveis entre as que se encontra o tipo de estímulo a suprimir e a presença ou ausência de um estímulo desencadeador do mesmo. A presente investigação teve como objetivo comparar a eficácia de uma tarefa de supressão de pensamento perante um estímulo desencadeador com uma tarefa de supressão clássica. As variáveis dependentes foram a frequência do pensamento, o desconforto provocado pelo mesmo e frequência cardíaca. Participaram nesta investigação, 90 estudantes universitários atribuídos aleatoriamente a três condições experimentais: supressão clássica, controlo e supressão com estímulo desencadeador. Os resultados revelaram a inexistência de diferenças na frequência de pensamentos resultantes da manipulação experimental nas três condições comparadas. No que concerne ao desconforto provocado pelo pensamento, os resultados obtidos mostraram um decréscimo do mesmo em todas as condições experimentais do período de menção inicial para o período de menção final. Também não se produziram diferenças entre as condições ou períodos experimentais resultantes da manipulação experimental na frequência cardíaca. As três condições comparadas parecem ser igualmente eficazes para suprimir pensamentos indesejados uma vez que não parecem existir efeitos paradoxais em nenhuma das delas. No entanto, na condição de supressão clássica não se produz uma diminuição do desconforto do período de manipulação experimental para o período de menção final o que parece indicar que esta estratégia pode não ser completamente adaptativa.

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Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2015

Keywords

Psicologia da saúde Pensamentos Supressão Pensamentos intrusivos

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