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Publicação

“(In)verosímil e fantástico ou a arte de provocar o medo”

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Filho do Iluminismo, o fantástico recusa igualmente a inverosimilhança do maravilhoso e a verosimilhança aristotélica do Classicismo ou do Realismo. Real e irreal entrelaçam-se, originando perturbação, mistério e angústia. Privada de Deus, a realidade humana é percepcionada como enigmática e inquietante. Para provocar no leitor o efeito da angústia e do medo, o fantástico assenta na ambiguidade da apresentação do fenómeno meta-empírico, inserindo, num quadro real verosímil, algo de escandalosamente inverosímil que instaura o paradoxo nos quadros de referência do mundo conhecido. Como explicar o sucedido? As respostas de Crébillon, Baudelaire ou Maupassant aqui tratadas serão diferentes. Contudo, depois de Todorov, aceita-se que o maravilhoso crê no sobrenatural, a ficção científica desenvolve uma fantasia baseada nos poderes racionais da ciência e o estranho encontra uma solução racional. No fantástico – construído a partir da incerteza e da ambiguidade – devem permanecer a hesitação, a perplexidade, a angústia e o medo.

Descrição

Palavras-chave

Verosimilhança Fantástico Ambiguidade Angústia e Medo

Contexto Educativo

Citação

Carvalho, Ana Alexandra Seabra de, “(In)verosímil e Fantástico ou a Arte de Provocar o Medo”, Carnets III, L’(In)vraisemblable, janvier 2011, pp.71-97. ISSN 1646-7698

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