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Abstract(s)
Diferentes fatores (sistemáticos ou não) impulsionam as mudanças sociais.
As instituições e os sistemas organizativos são impelidos a acompanhar e a
espelhar essas mudanças sob pena de anacronia, estagnação, inutilidade, ou
seja, de desaparecimento.
O ensino superior, enquanto sistema organizado à luz de perspetivas mais
ou menos humboldtianas, visando responder ao que presentemente se
assumiu designar por desafios societais, também se esforça por espelhar
mudanças. Por um lado, adota-se uma ótica de maior escolarização, em
função da preparação dos diplomados para atividades profissionais e
do reconhecimento, por creditação, de competências e desempenhos
prévios à frequência da formação universitária. Por outro lado, apesar
desta instrumentalização, imposta pela exigência do critério pragmático
e orçamental, decorrente da pergunta incessante: “para que serve um
curso superior?”, mantém-se nos critérios de avaliação do desempenho de
docentes, de instituições e de projetos, a orientação de procura de uma
excelência que valoriza a investigação em detrimento do ensino. É nesta
ambígua dicotomia identitária que vivemos hoje e a confusão, intencional
ou não, entre a natureza e os fins dos dois subsistemas, universitário e
politécnico, até a estimula.
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CINEP/IPC