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A presente dissertação é uma aproximação à arte da caminhada como princípio de transformação pessoal e social. Pretende-se estabelecer um quadro de referências e tecer alguma inteligibilidade no âmbito da produção artística e cultura contemporâneas sobre a potencialidade transformacional do ato de caminhar.
Contém uma componente de criação artística desenvolvida no projeto “Pessoas, Fronteiras, Objetos” (iniciado a 21 de dezembro de 2017). Este decorre nos “caminhos velhos” entre os lugares de Ameixial e Mealha, pertencentes a concelhos distintos na serra do Caldeirão (Algarve), durante um ano, entre solstícios.
“Caminhamos como se víssemos o invisível” é uma formulação bíblica, citada a partir de Tolentino de Mendonça, teólogo e poeta, que dá forma à presente reflexão e ao trabalho criativo, assente nos eixos das interrogações sobre o que nos liga (os caminhos) e o que nos separa (as fronteiras). A confiança, o papel dos sentimentos, o passar de fronteiras, a transformação, são questões criativamente trabalhadas no espaço (caminho), num tempo ritual (de sol a sol) e no encontro com as pessoas. O caminho é físico, mas é também uma metáfora para o período de trabalho na serra e também para a minha vida. Procuro o invisível no encontro com as pessoas e os lugares.
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Caminhada como arte Land art Arte social Localismo