Name: | Description: | Size: | Format: | |
---|---|---|---|---|
912.45 KB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Os trabalhos empíricos actualmente disponíveis sobre a utilização dos acréscimos e diferimentos discricionários como base para a manipulação de resultados em empresas falidas, fazem referência ao período anterior a 2005. Só que em 2005 existiu uma grande revolução na lei que gere as falências nos Estados Unidos da América, com a introdução do BAPCPA, uma vez que esta lei inverte o quadro legal que tendia a ser favorável as empresas devedores, passando deste modo, a dar maior primazia aos direitos dos credores. O presente trabalho analisa a manipulação dos acréscimos e diferimentos discricionários como base para a manipulação dos resultados em empresas falidas após a introdução do novo código das falências.
Os resultados obtidos sugerem que as empresas falidas tendem a manipular os resultados, recorrendo sobretudo aos acréscimos e diferimentos discricionários não correntes. Os resultados permitem ainda concluir, que as empresas falidas independentemente da opinião que recebem dos auditores, tendem apresentar o mesmo comportamento ao nível dos acréscimos e diferimentos discricionários. Por outro lado, os auditores conseguem ter a percepção da falência de uma empresa, pois qualificam mais as empresas falidas do que as empresas da amostra de controlo. No entanto, o comportamento dos acréscimos e diferimentos entre as duas amostras é similar, isto é, os auditores não conseguem influenciar o comportamento dos acréscimos e diferimentos discricionários, nem estes são um factor essencial que os analistas utilizam para efectuar a distinção entre estes dois tipos de empresas.
Description
Dissertação de mest., Finanças Empresariais, Faculdade de Economia, Univ. do Algarve, 2012
Keywords
Manipulação de resultados BAPCPA Auditores Acréscimos e diferimentos discricionários Empresas falidas