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Abstract(s)
As comunidades de macroinvertebrados bentónicos são altamente variáveis, mesmo em pequenas escalas espaciais, mas desempenham um papel fundamental em ambientes estuarino-lagunares na: i) sua elevada produtividade; ii) implementação de planos de monitorização; iii) aplicação de ferramentas de avaliação da qualidade ecológica. A compreensão dos respectivos padrões de distribuição é relevante para diferenciar a variabilidade natural, dos padrões induzidos por impactos antrópicos. Estas comunidades foram estudadas em cinco pequenos estuários do sul e sudoeste português, para perceber, entre e dentro dos sistemas, a influência de características ambientais na respectiva estrutura. O conhecimento dos padrões de distribuição em cada sistema é determinante para: i) quantificar factores concretos de impacto; ii) mitigar o risco de perda do seu valor ecológico e funcional; iii) futuras comparações entre sistemas, iv) quantificar a sua vulnerabilidade. Os cinco sistemas mostraram composições distintas das comunidades bentónicas, com a dominância de espécies diferentes entre eles. Numa escala mais ampla (entre sistemas), os componentes dos sedimentos explicam as principais diferenças nessas comunidades. Dentro dos sistemas, os padrões não podem ser atribuídos à heterogeneidade dos sedimentos. Além disso, a sazonalidade, um proxy da salinidade, não teve o mesmo impacto em sistemas equivalentes, subjacente à complexidade de fatores que podem atuar em pequenas escalas em sistemas de reduzidas dimensões. Para fins de monitorização, concluiu-se que a análise da comunidade não deve descartar a composição especifica, pois esta pode fornecer informações fundamentais sobre as características do sistema quando os dados disponíveis são escassos.Concluiu-se igualmente neste contexto, que: i) os procedimentos de amostragem devem cobrir não só a heterogeneidade do sistema (não apenas por amostragem ao longo de gradientes estuarinos), mas também abarcar a variação sazonal que pode ser de grande importância para alguns pequenos estuários; ii). as associações de macroinvertebrados bentónicos, usualmente consideradas como bons indicadores do estado ambiental em sistemas estuarinos, só terão utilidade na gestão costeira se combinados com outros indicadores relativos às actividades antrópicas, avaliando os respectivos impactos. Toda esta informação poderá interessar autoridades e “stakeholders” em termos de gestão e conservação.
Description
Keywords
Variabilidade natural Impactos antrópicos Macrozoobentos Costa sul de Portugal
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Publisher
Universidade Estadual do Rio de Janeiro