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O impacto do aconselhamento na prevenção da infecção pelo VIH/sida: um estudo com reclusos preventivos dos estabelecimentos prisionais regionais do Algarve

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A Prevenção ainda é a forma mais segura para evitar a infecção pelo VIH/sida. Na área da saúde o aconselhamento é uma das medidas preventivas mais utiliza-das e que tem obtido os melhores resultados na mudança comportamental após a sua realização. A expansão de casos de SIDA tem vindo a aumentar ao longo dos anos e a sua prevalência encontra-se elevada em populações mais vulneráveis, nomeada-mente, no meio prisional. A população reclusa é mais vulnerável à infecção pelo VIH, pois tem características próprias que contribuem para uma maior susceptibili-dade dos indivíduos à prática de comportamentos de risco, como por exemplo, relações sexuais desprotegidas e partilha de material de consumos por via endove-nosa. Existem factores psicossociais que estão associados à área da prevenção na área da saúde que permitem determinar os comportamentos e a intenção compor-tamental. É fundamental identificar estes factores para que se consiga percepcionar o que move os indivíduos no sentido de adoptarem comportamentos protectores face à infecção pelo VIH. O objectivo deste estudo foi o de observar o impacto do aconselhamento na prevenção da infecção pelo VIH na população reclusa da região do Algarve, através da comparação de dois grupos diferentes mas equivalentes e a relação existente entre as variáveis sócio-cognitivas e comportamentais. As conclusões deste estudo permitem dar um contributo para novas interven-ções na área da prevenção da infecção do VIH/sida em meio prisional. Foi elabora-do um questionário com base nas variáveis existentes nos modelos que tentam explicar e predizer os comportamentos ao nível da saúde. Procedeu-se à aplicação de um questionário pré-teste com o objectivo de verificar a consistência interna das questões e, de seguida, foi aplicado um questionário final a uma amostra de 40 participantes. Destes, 20 constituíram o grupo que foi submetido ao aconselhamen-to e os restantes, ao grupo que não foi submetido ao aconselhamento. Salienta-se que o grupo que foi submetido ao aconselhamento preencheu o questionário pelo menos após um mês da realização do mesmo e o outro grupo preencheu o mesmo questionário sem ter sido submetido ao aconselhamento. Concluiu-se assim que o aconselhamento tem um impacto significativo nas variáveis determinantes dos comportamentos protectores face à infecção pelo VIH, observando-se diferenças entre os dois grupos. O grupo que foi submetido ao aconselhamento apresentou uma maior auto-eficácia de recusa ao acto sexual, uma preocupação acrescida face ao tema do VIH, comportamentos protectores mais elevados, e uma maior intenção do uso do preservativo no futuro. Observou-se também uma relação significativa entre as variáveis nos dois grupos. Isto é, no grupo que foi submetido ao aconselhamento, quanto mais os participantes costu-mam usar o preservativo maior é a intenção do seu uso, maior é a auto-eficácia para negociar o seu uso e adoptam mais comportamentos protectores. Por outro lado, no grupo sem aconselhamento, a frequência do uso do preservativo relaciona-se apenas com as atitudes e normas subjectivas face ao uso do mesmo. Salienta-se ainda que a intenção do uso do preservativo neste grupo está relacionada com as normas subjectivas do seu uso. Por fim, sugerem-se estudos futuros que contextualizem as características específicas desta população e os factores psicossociais determinantes para a mudança comportamental.

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