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Título: Influência do gene HMOX1 (Heme Oxigenase I) na genética dos acidentes vasculares cerebrais
Autor: Sobral, João Miguel Ferreira Pato Banha
Orientador: Power, Deborah
Vicente, Astrid Moura
Palavras-chave: Acidente vascular cerebral
Isquémico
Hemorrágico
HMOX1
Estudo de associação
Epistasia
MDR
Data de Defesa: 2010
Resumo: O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, e é descrito como uma doença complexa resultante da interacção entre factores genéticos e ambientais. O objectivo deste trabalho foi a avaliação da associação do gene HMOX1 para a susceptibilidade para o AVC e recuperação após um AVC numa amostra da população Portuguesa, e o estudo de interacções genéticas entre os genes HMOX1-HMOX2 e HMOX1-NOS1. O gene HMOX1 codifica para a heme oxigenase I (HO-1), a isoforma induzivel, responsável pela degradação do grupo heme, produzindo monóxido de carbono, ferro e biliverdina. A HO-1 tem um papel importante na protecção do sistema cardiovascular, contra os possíveis danos provenientes do stress oxidativo. Foi realizado um estudo de associação genética casocontrolo para a susceptibilidade e recuperação após um AVC, numa amostra com 655 casos de AVC (isquémicos e hemorrágicos) e 522 controlos. Na análise de associação à susceptibilidade para o AVC, apenas o polimorfismo rs2285112, na subpopulação de pacientes com AVC hemorrágico, apresentou valores estatisticamente significativos para o modelo codominante e dominante (P=0.0221 e P=0.0316 respectivamente). Os resultados, depois de corrigidos para testes múltiplos através de permutações, sugerem ausência de associação positiva entre o AVC hemorrágico e o polimorfismo em estudo. Para a associação com a recuperação após um AVC, nenhum polimorfismo apresentou resultados estatisticamente significativos em nenhuma das subpopulações. Foram também avaliadas possíveis interacções genéticas não aditivas, através do programa MDR. Os resultados sugerem uma interacção genética dos polimorfismos rs2285112 (HMOX1) e rs7308402 (NOS1). As interacções epistáticas poderão ter um grande impacto em fenótipos complexos, onde pequenas contribuições de diferentes genes podem contribuir interagindo entre si e com possíveis variantes raras desconhecidas para a etiologia da doença. Este trabalho evidência a importância dos testes de interacções, mesmo na ausência de efeitos individuais associados à doença.
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/11071
Designação: Mestrado em Engenharia Biológica
Aparece nas colecções:FCT1-Teses
UA01-Teses

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