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A transição do 1º para o 2º ciclo do ensino básico: um contributo para o estudo de um problema num agrupamento de escolas do litoral alentejano

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O Ensino Básico corresponde, no Sistema Educativo Português, a um conjunto de 9 de anos de escolaridade, distribuídos por 3 ciclos de ensino. Num contexto mais genérico, o Ensino Básico integra um conjunto de actividades educativas, formais, não formais e informais, destinadas a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem das crianças a partir dos 6 anos. Os momentos de transição entre ciclos, sobretudo entre o 1º e o 2º, são vistos, por muitos autores, como problemáticos e precipitadores de situações de tensão e de stress que podem redundar no insucesso escolar dos alunos. As organizações educativas, em particular as escolas agrupadas, devem, por isso, estar atentas, e desenvolver práticas de articulação curricular que atenuem os efeitos nefastos que estas fases de mudança acarretam. Enquanto educadora de um Agrupamento de escolas situado no Litoral Alentejano, as práticas de articulação curricular, facilitadoras do processo de transição entre ciclos e promotoras de uma melhor adaptação dos alunos à realidade educativa do ciclo seguinte, suscitaram o nosso interesse. A investigação que agora se apresenta teve como propósito conhecer a representação que os docentes do Agrupamento possuem sobre esta problemática, identificar práticas efectivas que suavizem a integração dos alunos nos ciclos de ensino subsequentes, mas também provocar uma reflexão participada que envolvesse os intervenientes nos processos de articulação possíveis de implementar nas escolas do 1º e 2º Ciclos que tomámos como objecto de estudo. Trata-se de um estudo de natureza exploratória, em que foram utilizados procedimentos metodológicos de tipo quantitativo e qualitativo. Os resultados obtidos apontam para uma fraca consciência, por parte dos docentes, das consequências no desenvolvimento e nas aprendizagens dos alunos da mudança de ciclo, e também reflectem um deficit de práticas que atenuem os efeitos dessa passagem. Constata-se que prevalece o “clássico” discurso de responsabilização do ciclo anterior pelo fraco rendimento dos alunos, e que não foram activados processos e dinâmicas que reduzam danos da transição entre ciclos que penalizam os alunos.

Descrição

Dissertação de mest., Observação e Análise da Relação Educativa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2010

Palavras-chave

Articulação Transição de ciclo Sequencialidade Desempenho profissional Sucesso escolar

Contexto Educativo

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