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Percorrer ESS1-Teses por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Densidade dos Côndilos Mandibulares medidos por Tomografia Computorizada - estimativa da Idade à MortePublication . Pinheiro, João Pedro Alexandre; Godinho, RicardoA estimativa da idade à morte (IM) representa um foco central da análise antropológica e arqueológica dos remanescentes esqueléticos humanos. Vários fatores confundidores e especificidades atuam sob o ambiente em que estes foram depositados. O presente trabalho testa a possibilidade de estimar a IM de espécimes arqueológicos usando uma amostra populacional contemporânea de dados biométricos conhecidos como referência, com recurso a um equipamento de tomografia computadorizada para medição de indicadores ósseos. A amostra conhecida tem correlação estatisticamente significativa entre o aumento da idade e a diminuição da densidade mineral óssea (p<0.05), para a densidade dos côndilos mandibulares no plano axial e coronal, bem como a densidade cortical na base e tuberosidade (sig. 0.002 e 0.009 para p<0.05). No entanto, a amostra apresenta também grande variabilidade de densidade para as várias faixas etárias. Quando comparada, a amostra arqueológica, interseta vários valores de densidade óssea para indivíduos entre os 25 e os 75 anos de idade. O osso cortical apresenta os valores de densidade óssea mais próximos da amostra de referência e poderá ser uma via de investigação futura noutros locais do esqueleto. Apesar de existir correlação entre a densidade óssea e a idade para regiões específicas dos côndilos mandibulares não foi possível predizer com fiabilidade a IM das amostras a arqueológicas.
- Intervenções de segurança na prevenção de quedas na construção civil - uma revisão sistemáticaPublication . Silva, Ingrid Polyana Gomes da; Costa, Rui Carlos Gonçalves Graça eA construção civil é um dos setores com maior incidência de acidentes de trabalho, sendo as quedas uma das principais causas de lesões graves e fatalidades. Esta revisão sistemática teve como objetivo identificar os fatores de risco mais comuns associados aos acidentes por quedas no setor da construção civil, e avaliar as estratégias mais eficazes para sua prevenção. A pesquisa seguiu as diretrizes do PRISMA 2020 e utilizou o modelo PICO para a formulação das perguntas de pesquisa. Foram incluídos seis estudos primários (quantitativos e mistos), publicados entre 2020 e 2024, em idioma inglês ou português, extraídos das bases de dados: B-On, Web of Science e PubMed. A análise qualitativa revelou que os principais fatores associados às quedas são: comportamentos inseguros dos trabalhadores, condições inseguras no local de trabalho, falhas na gestão e supervisão, além de barreiras de comunicação. As intervenções mais eficazes incluem treino contínuo, uso e fiscalização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva), planeamento seguro das atividades e promoção de uma cultura organizacional de segurança. Conclui-se que a prevenção de quedas exige uma abordagem integrada que vá além das normas técnicas, incorporando gestão eficiente, formação constante e compromisso coletivo com a segurança.
- Traços de personalidade, formação e perceção de risco: determinantes dos comportamentos de segurança no ambiente de trabalhoPublication . Coelho, Anne Mary Tavares; Sousa, Cátia Andreia Vera Veríssimo deA segurança no trabalho é um fenómeno complexo e multidimensional, influenciado por fatores individuais, cognitivos e contextuais. O presente estudo quantitativo teve como objetivo analisar de que forma os traços de personalidade (conscienciosidade, neuroticismo, propensão ao risco e procura de sensações), a perceção de risco e a formação em segurança influenciam os comportamentos de segurança no contexto laboral. A partir de um modelo teórico integrativo, foram examinadas relações diretas entre variáveis, bem como efeitos de mediação e de moderação. A amostra, obtida por conveniência, foi composta por 268 trabalhadores com idades entre os 18 e os 77 anos (M = 39.5; DP = 12.4), maioritariamente do género feminino (65.1%). Os resultados evidenciaram que a conscienciosidade prediz positivamente os comportamentos de segurança, enquanto o neuroticismo os influencia negativamente. A formação em segurança revelou-se um mediador significativo entre estes traços de personalidade e os comportamentos seguros, além de predizer diretamente a perceção de risco. Por outro lado, a propensão ao risco e a procura de sensações não apresentaram efeitos significativos, e a perceção de risco não moderou as relações entre personalidade e comportamentos de segurança. Estes resultados sublinham a relevância de integrar fatores individuais e formativos na promoção de comportamentos seguros no trabalho. São discutidas implicações práticas para a gestão da segurança organizacional, nomeadamente no desenho de programas de formação e na identificação de perfis de risco, bem como direções para investigação futura.
