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- Territory and abiotic resources between 33 and 15.6 ka at Vale Boi (SW Portugal)Publication . Pereira, Telmo; Bicho, Nuno Gonçalo Viana Pereira Ferreira; Cascalheira, João; Infantini, Leandro; Marreiros, Joao; Paixão, Eduardo; Terradas, XavierThe environmental shifts during the Late Pleistocene had major influences in the landscape and, consequently, in the available resources. This had direct impact on human behavior and ecology, requiring people to constantly adjust to new economical conditions. In coastal areas, the retreat of the shoreline during the colder phases might have made available presently underwater raw material sources in the form of outcrops and gravels, eventually making it easier to gather lithic raw materials.In this paper, we present our preliminary results on the diachronic variability of raw materials in Vale Boi. Vale Boi is a coastal site, located 2.5 km from the present coastline, in the margins of a freshwater stream. The site has three different loci, all rich in lithics, fauna (including marine), bone tools, adornments, charcoal, and ochre, and evidence of continuous human occupation from c. 33 to 15.6 ka cal BP. This chronostratigraphic record makes it a perfect study case for the understanding of coastal populations' behavior and economy throughout the Upper Paleolithic.Our objective is to infer the territory of resources exploitation, landscape, and economic patterns. Raw material sources are usually fixed points on the landscape (in contrast to other resources such as fauna and flora) and, therefore, are one of the best ways of understanding how people moved in the landscape and, consequently, to infer past human behavior. We used a macroscopic approach in both the archaeological and the geological record in order to correlate sources and artifacts. Despite the absence of detailed quantitative data on each chert type, our results show that the hunteregatherers who occupied Vale Boi during the Upper Paleolithic not only used several raw materials but also a variety of sources of the same raw material. This happened both diachronically and synchronically, suggesting that not only the complete sequence as well as each archaeological layer seem to have had a considerable economic complexity with the use of adjacent and distal sources. With this paper, we aim to present updated information on the variability of raw materials at Vale Boi, including the chert assemblages, along with new chert sources in order to establish a basis for a future detailed study on the raw material sourcing at the site. (C) 2015 Elsevier Ltd and INQUA. All rights reserved.
- Paisagem pré-histórica submersa da baía de Armação de PêraPublication . Infantini, Leandro; Moura, Delminda; Bicho, Nuno Gonçalo Viana Pereira FerreiraDurante o Último Máximo Glacial (UMG) vastas porções das plataformas continentais encontravam-se emersas devido à regressão marinha de grande amplitude. Deste modo, uma grande parte da paisagem e consequentemente do património pré-histórico e paleoambiental está presentemente submerso e potencialmente preservado, sendo necessárias investigações no sentido de estudar e recuperar este património. Neste contexto, e de forma a contribuir para o conhecimento de paisagens submersas, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir os dados preliminares da investigação efetuada na área submersa da Baía de Armação de Pêra (Sul de Portugal). Contudo, devido a dificuldades inerentes ao trabalho em zonas submersas, desde a caracterização morfológica à recolha de amostras para análise textural, foram necessárias novas abordagens metodológicas para a caracterização da área de estudo. A caracterização e análise morfológica da área de estudo, foi realizada em ambiente SIG utilizando um Modelo Digital de Terreno (MDT) da região construído a partir de dados batimétricos obtidos por deteção remota. Com base nesta análise, a zona submersa da Baía de Armação de Pêra apresenta uma morfologia compatível com o desenvolvimento de um sistema lagunar durante o Plistocénico, abrigado por uma restinga arenosa. Tal como observado nas análises sedimentológicas e petrográficas, realizadas em amostras colhidas em mergulho, as areias da restinga sofreram uma rápida cimentação por carbonato de cálcio que lhes conferiu resistência mecânica à erosão pelas ondas e correntes.
- Arqueologia e património subaquático: as relações entre ciência, estado e sociedade em PortugalPublication . Infantini, Leandro; Bicho, Nuno Gonçalo Viana Pereira FerreiraA Arqueologia Subaquática tem seu desenvolvimento a nível internacional intimamente relacionado com a popularização do sistema de mergulho autónomo conhecido como Aqualung, ou SCUBA, a partir de fins da década de 1950. Em Portugal, este campo da Arqueologia começa a desenvolver-se a partir da década de 1970, quando se publica o Decreto-Lei 416/70, a partir do qual os achados de interesse arqueológico passam a receber um tratamento diferenciado pelo Estado. Mas é somente a partir da década de 1980, que são lançadas, nos quadros do Museu Nacional de Arqueologia, as bases de uma primeira unidade de pesquisa subaquática em Portugal. Entretanto, na década de 1990, é publicado o decreto-lei n.º 289/93, que fomentava a exploração comercial por empresas particulares do Património Arqueológico Subaquático Português. Este decreto é revogado, entretanto, em 27 de junho de 1997, mesmo ano da criação do IPA (Instituto Português de Arqueologia) e do CNANS (Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática). Tendo em consideração tais questões, o objectivo deste trabalho é investigar de que forma o Estado Português tem abordado a questão do Património Cultural Subaquático, desde a década de 1980, e quais são as consequências dessas políticas para o desenvolvimento da Arqueologia Subaquática como vertente científica, analisando não só a definição e importância do Património Cultural Subaquático para Portugal, no período em questão, mas também o desenvolvimento quantitativo, qualitativo, teórico e metodológico da Arqueologia subaquática nesta conjuntura.
- Utilização de ferramentas SIG para o estudo da morfologia submersa da Baía de Armação de PêraPublication . Infantini, Leandro; Moura, Delminda; Bicho, Nuno Gonçalo Viana Pereira FerreiraDurante o Último Máximo Glacial (UMG) vastas porções das plataformas continentais encontravam‑se emersas devido à regressão marinha de grande amplitude. Deste modo, uma grande parte da paisagem e consequentemente do património pré‑histórico e paleoambiental está presentemente submerso e potencialmente preservado, sendo necessárias investigações no sentido de o estudar e recuperar. Neste contexto, e de forma a contribuir para o conhecimento de paisagens submersas, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir os dados preliminares da investigação efetuada na área submersa da Baía de Armação de Pêra (Sul de Portugal). Devido a dificuldades inerentes ao trabalho em zonas submersas, desde a caracterização morfológica à recolha de amostras para análise textural, foram necessárias novas abordagens metodológicas para a caracterização da área de estudo. A caracterização e análise morfológica da área de estudo, foi realizada em ambiente SIG utilizando um Modelo Digital de Terreno (MDT) da região construído a partir de dados batimétricos obtidos por deteção remota. Com base nesta análise, a zona submersa da Baía de Armação de Pêra apresenta uma morfologia compatível com o desenvolvimento de um sistema lagunar durante o Plistocénico, abrigado por uma restinga arenosa. Tal como observado nas análises sedimentológicas e petrográficas preliminares, realizadas em amostras colhidas em mergulho, as areias da restinga sofreram uma rápida cimentação por carbonato de cálcio que lhes conferiu resistência mecânica à erosão pelas ondas e correntes.