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O realismo mágico na obra de Lídia Jorge, João de Mello e Hélia Correia

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Neste trabalho reflecte-se sobre a importância do realismo como uma importante renovação da ficção produzida em Portugal e em outros países. É traçado o percurso desse conceito, com origem na pintura, em 1925, e depois transposto para a literatura, sofrendo sucessivas definições de diversos autores e críticos. O realismo mágico é definido em termos da intervenção do maravilhoso numa narrativa de moldes realistas. Considera-se como o sobrenatural na literatura fantástica procura despertar no leitor a dúvida ou o medo, enquanto, no realismo mágico, os acontecimentos extraordinários não procuram surpreender e são aceites de forma natural, como uma parte integrante da realidade. Exemplificando através de aspectos concretos de algumas obras, realiza-se um levantamento das principais características deste tipo de ficção. Considera-se ainda como o maravilhoso e a alegoria surgem associados de forma a constituírem uma crítica social e política indirecta. De forma a comprovar a existência de um realismo mágico próprio da ficção portuguesa, distinto do produzido entre outros países e autores, procedemos à leitura crítica das obras O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge, O Meu Mundo Não É Deste Reino, de João de Melo e Lillias Fraser, de Hélia Correia. Essa questão é objectivada através da análise de diversos aspectos textuais, como a indeterminação do espaço e do tempo, intervenção de um maravilhoso de índole religiosa, dons sobrenaturais conferidos às personagens centrais, intertextualidade paródica do texto bíblico, de mitos e do folclore.

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Literatura portuguesa Estudos literários Realismo mágico Corrente literária Maravilhoso

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