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A formação académica, enquanto processo histórico e social de formação humana, permite a aquisição dos conhecimentos essenciais para o desempenho profissional, assim como as ferramentas que permitem a construção da identidade profissional dos indivíduos. No meio escolar a formação centra-se em referências teóricas/abstratas, pelo que o ingresso no meio laboral obriga muitas vezes a uma redefinição dos valores dos estudantes de modo a poder responder à necessidade de ações e práticas concretas. De acordo com Bourdieu, as instituições na sua tarefa de formar os sujeitos sociais, não é neutra, mas exerce um papel político nesta formação, no sentido de seu comprometimento – do ponto de vista da reprodução ideológica – na formação dos sujeitos. O presente estudo pretendeu avaliar se as competências e características que os estudantes percecionam como adquiridas no final do curso superior vão ao encontro das exigências sociais e científicas ditadas pelos padrões da sua atividade profissional. A profissão estudada engloba dois momentos de formação, sendo um percurso escolar e um outro mais curto denominado de ensino clínico. É, portanto, neste último momento de tirocínio que se constrói uma “Rede de trabalho ou consulta”, que sendo uma rede informal é detentora de informações técnicas que facilitam o cumprimento dos objetivos organizacionais. Com recurso a um inquérito por questionário, aplicamos o instrumento a profissionais atualmente em exercício, assim como aos alunos do 4º ano do Curso de Licenciatura em Estágio Clínico. A estes últimos, concomitantemente, foi ainda aplicado um instrumento psicométrico denominado “Escala de Perceção Pessoal de Competências Profissionais”. No meio escolar a formação centra-se em referências teóricas/abstratas, pelo que, na perspetiva de Dubar, o ingresso no meio laboral obriga muitas vezes a uma redefinição dos valores dos estudantes de modo a poder responder à necessidade de ações e práticas concretas. A imagem que o individuo detém de si mesmo e a forma como este se considera relativamente ao seu grupo de pertença, bem como o mesmo se define relativamente ao meio profissional circundante, demonstra a sua identidade profissional. Através da atividade exercida diariamente, do conjunto de interações profissionais em que a competência, a formação e a validação dos conhecimentos é posta à prova, criando assim diferentes formas de atuar e estar. Conclui-se que existe uma descontinuidade entre os processos de socialização escolar e os processos de socialização profissional, podendo-se considerar que o culminar de ruturas entre os pressupostos profissionais e as competências efetivas adquiridas pelos estudantes no final do Curso advém das poucas oportunidades de exercício prático oferecidas durante o processo de formação superior.
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Citation
Abrantes, A. F., Ribeiro, L., Silva, C. A., Rodrigues, S. R., Almeida, R. P. P., Azevedo, K. B., Reis, M. V., & Gaspar, V. (2018). O Papel das Redes Sociais na Orientação Clínica em Estudantes de Licenciatura. In J. Fialho, J. Saragoça, M. Santos, & S. Baltazar (Org.). Redes Sociais: perspetivas e desafios emergentes nas sociedades contemporâneas (pp. 225-241). Livro de Atas do 2º Congresso Internacional de Redes Sociais. Edição CICS.NOVA. ISBN: 978-989-99782-7-0.
Publisher
Edição CICS.NOVA