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Ensaio de um método de análise de microcistinas por LC-ESI-MS/MS: aplicação ao estudo de fatores biológicos condicionantes da sua produção e libertação em cultura

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Maria Rodrigues a27928 Tese de mestrado BMM.pdf10.88 MBAdobe PDF Download

Abstract(s)

As microcistinas (MCT) são cianotoxinas produzidas por cianobactérias, que permanecem no interior das células até que estas lisem. As MCT têm sido repetidamente detetadas em águas naturais e responsabilizadas por eventos de toxicidade hepática em humanos e animais. A lise induzida por cianófagos, vírus específicos de cianobactérias, poderá ser um fator relevante na produção e libertação de MCT. Estes vírus só recentemente foram isolados, pelo que a sua importância em eventos de toxicidade permanece desconhecida. Como contributo para a compreensão de processos subjacentes à presença de microcistinas em albufeiras, procedeu-se ao estudo em laboratório da produção e libertação de microcistinas por duas estirpes de Microcystis aeruginosa, PCC7820 (estirpe produtora de toxinas) e PCC7005 (estirpe não produtora de toxinas), antes e depois da sua infeção por cianófagos Ma-LEZ01. Ensaiou-se previamente um método da deteção de microcistinas LR, RR e YR por LC-ESI-MS/MS, que foi posteriormente utilizado na monitorização da infeção viral. Os resultados obtidos revelaram a deteção da variante LR ao longo dos 139 dias de crescimento das culturas de PCC7820 e PCC7005. Embora a quantidade desta variante detetada em PCC7005 seja muito menor que a detetada em PCC7820, regista-se a sua presença, uma vez que esta estirpe é considerada como sendo uma estirpe de M. aeruginosa não produtora de toxinas. A deteção da produção e libertação de MCT-LR nesta cultura foi também verificada na presença de cianófagos Ma-LEZ01, sendo libertada em maiores quantidades do que na sua ausência. As experiências com o cianófago Ma-LEZ01 em culturas de PCC7820 sugerem ser este cianófago lisogénico ou pseudolisogénico para esta estirpe, sem contudo afetar significativamente a quantidade de MCT_LR produzida e libertada. A análise em LCESI- MS/MS revelou-se uma ferramenta analítica útil na deteção, identificação e quantificação de variantes de microcistinas, podendo vir a ser aplicada ao estudo de subprodutos da sua degradação.

Description

Dissertação de mest., Biologia Molecular e Microbiana, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Univ. do Algarve, 2012

Keywords

Biologia molecular Cianobactérias Cianotoxinas Monitorização

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