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Cosmovisões em sintonia em Autópsia de Um Mar de Ruínas, de João de Melo

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Na presente Dissertação, ambiciona-se estudar o romance Autópsia de Um Mar de Ruínas, de João de Melo, narrativa que retrata – numa óptica autobiográfica – a aventura colonial em Angola. A narrativa apresenta-nos uma multiplicidade de personagens de origem negra e branca que participam nos combates, remetendo para uma dupla enunciação, pelo recurso à escrita polifónica, que se caracteriza na alternância de narradores africanos e portugueses. Embora exista um ambiente conflituoso, o estudo pretende comprovar que as personagens de cada campo vivem a guerra de modo semelhante. Assim, o romance procura dar voz aos que foram silenciados, o que nos permite conhecer – através da interacção entre os actantes – as suas cosmovisões acerca do universo bélico. Pelo estudo do estatuto das personagens, mas igualmente pela análise do tempo (passado, presente e futuro) e do espaço (angolano e português), tenta-se demonstrar que quer na sanzala, quer na caserna, a experiência colonial leva à destruição, à agonia e ao fim do Império. Porém, a Dissertação tenciona também chamar a atenção para o facto de que em Autópsia de Um Mar de Ruínas transparece uma vontade de acreditar num futuro mais próspero e libertador.

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Dissertação de mest., Literatura (Literatura Portuguesa), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2010

Keywords

Guerra Colonial Cosmovisões Polifonia União Ruína Tempo Espaço

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