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Abstract(s)
Os livros de Alice (Alice’s Adventures in Wonderland e Through the
Looking Glass and What Alice Found There) têm sido alvo de diversas
discussões, por exemplo, sob o prisma da apreciação psicanalítica ou
da análise semântica. Têm sido interpretados de diversas formas, nas
quais se incluem considerações filosóficas sobre o Tempo, uma alegoria
da sociedade vitoriana, uma paródia à educação e moral da época.
Coloca-se aqui uma primeira questão: será que uma obra que se presta
a tantas e diferentes interpretações pode ser classificada como
literatura para crianças?
Este parece ser o principal problema com que se defrontam os
tradutores de Alice para português. As estratégias de tradução
adotadas sofrem alterações consideráveis à medida que o público-alvo
dos seus textos oscila entre a criança e o adulto. O destinatário das
traduções torna-se, assim, no fator determinante na elaboração do
texto de chegada, verificando-se uma correspondência entre a
problemática que os livros de Alice desde sempre têm criado e as
dificuldades encontradas pelos tradutores na definição de estratégias
coerentes ao longo das suas reescritas. A resposta a estas e outras
questões é fundamentada na análise das várias reescritas para a
língua portuguesa, e no confronto com o(s) texto(s) original(ais) de
Carroll, onde os jogos de palavras, a subversão das convenções e
outros artifícios linguísticos são largamente utilizados e contribuem
decisivamente para a construção de um texto ambivalente - um texto
que pode simultaneamente pertencer aos sistemas literários do adulto
e da criança. O objetivo é, por isso, também, tentar analisar como
normas, convenções e restrições de vária ordem se impõem ao tradutor
português, direcionando e condicionando a produção do seu texto de
chegada.
Description
Keywords
Literatura inglesa Tradução literária Alice no país das marvilhas Estudos literários