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Ao longo da sua História, os Estudos Literários têm vivido cíclicos momentos de aproximação ao paradigma das Ciências, fascinados pelo seu discurso de rigor e objetividade e tentando importá-lo para as suas metodologias e técnicas. isto é particularmente visível ao nível da metalinguagem de que determinadas disciplinas e correntes das Letras se munem, através da apropriação de metáforas oriundas do mundo científico. exemplo do que acabamos de enunciar é a Crítica Genética, disciplina que assume como objeto de estudo o "laboratório da escrita"de um autor, metáfora de rigor que se materializará e se oferecerá ao leitor necessariamente através de uma edição ou edições de texto. A perspectiva assumida é a de que o editor genético ou crítico-genético ordena e dota de lógica o processo de construção do texto literário, racionalizando-o, portanto.No entanto, procuraremos reflectir sobre como esta aparência de racionalismo ancorado numa metodologia que pretende erradicar o caos, iluminando a construção da obra literária, disfarça, por seu turno, a imposição de uma subjetividade emergente, que é a do editor que escolhe variantes também em função de uma sua leitura do texto, o que não é mais do que a sua leitura do mundo e da arte. Convocamos, para tal, um conjunto de exemplos editoriais.
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Crítica textual Crítica genética Literatura Edição
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