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Esta investigação defende que uma análise temática, formal e conceitualmente centrada sobre O Sapato de Cetim (1985), Non, ou a Vã Glória de Mandar (1990), Viagem ao Princípio do Mundo (1997), Palavra e Utopia (2000), Um Filme Falado (2003) e Cristóvão Colombo – O Enigma (2007), títulos da autoria do cineasta português Manoel de Oliveira, pode sustentar a configuração desse conjunto fílmico enquanto corpus. À seleção em causa propõe-se a denominação filmes de viagem de Manoel de Oliveira.
Os filmes de viagem de Manoel de Oliveira são caracterizados por enredos que abordam episódios passados da história global, com ênfase sobre a história portuguesa, para que, por meio do uso da alegoria histórica como recurso narrativo, possam refletir acerca da atualidade geopolítica mundial, com especial atenção sobre o contemporâneo nacional.
Nos títulos que compõem os filmes de viagem de Manoel de Oliveira, sustenta-se, há recorrentemente a presença de narrativas de viagem, nas quais destaca-se a interação entre a crítica da imagem eurocêntrica como modo de compreensão da história (nacional ou mundial) e a defesa dos feitos portugueses como contribuição fundamental para a globalização planetária.
O presente trabalho argumenta que o discurso narrativo dos filmes de viagem de Manoel de Oliveira está constituído filme a filme, em diálogo permanente e complementar entre os enredos em causa, em razão de uma mensagem alegórica que relaciona passado e presente, bem como a partir do proveito de narrativas de viagem e do embate entre a crítica ao discurso eurocêntrico e o elogio à diferença portuguesa.
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Manoel de Oliveira Filmes de viagem de Manoel de Oliveira Alegoria histórica Narrativas de viagem Crítica da imagem eurocêntrica Diferença portuguesa