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Authors
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Abstract(s)
As sequências usualmente utilizadas nos exames de Ressonância Magnética (RM)
constituem o meio complementar de diagnóstico por imagem mais importante da Esclerose
Múltipla (EM). Porém, estas sequências possuem limitações.
De forma a permitir um diagnóstico precoce, monitorizar a progressão da doença e a sua
resposta ao tratamento, pensou-se na aplicação de meios quantitativos de avaliação dos
exames de RM. O uso do Índice de Transferência de Magnetização (MTR) demonstrou ser
quantitativamente sensível na identificação de alterações estruturais dos tecidos, mesmo
quando estes se apresentam como normais nas sequências tradicionais.
Assim sendo, procedeu-se à aplicação de ferramentas que permitam o cálculo de um
histograma com as frequências do MTR para as regiões do encéfalo, que correspondem a
substância branca e substância cinzenta de cada doente (efectuado de forma a que esta
ferramenta não dependa de software e hardware especializado e de alto custo).
Após a elaboração dos histogramas definiram-se os parâmetros, aos quais seria realizada
uma análise estatística e quantificou-se o sinal da transferência de magnetização em três
grupos. Um grupo de doentes com EM na forma de surto-remissão, outro grupo de doentes
com EM primária progressiva e um terceiro grupo constituído pelo grupo de controlo.
Na análise estatística efectuada aos parâmetros de frequência de MTR, verificou-se que, os
valores que correspondem à cauda e base do histograma, para uma P<0,05 foram
estatisticamente diferentes entre grupos. Aceitando-se que existe relação entre a presença
de doença e alteração destes parâmetros.
Em conclusão, acredita-se que a implementação deste método complementar aos exames de
RM permitirá a monitorização quantitativa da progressão da EM, podendo tornar-se numa
mais valia no diagnóstico e consequentemente uma melhor qualidade de vida dos pacientes
com EM.
Description
Dissertação de mest., Imagiologia Médica, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, 2007
Keywords
Teses Medicina Imagiologia médica Esclerose múltipla