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Educação de infância, currículo e teatro: um estudo histórico sobre o discurso oficial em Portugal (1882-1997)
| dc.contributor.advisor | Cruz, Maria Isabel Santana | |
| dc.contributor.author | Lino, Maria Adília da Silva César | |
| dc.date.accessioned | 2011-09-07T16:05:17Z | |
| dc.date.available | 2011-09-07T16:05:17Z | |
| dc.date.issued | 2007 | |
| dc.description | Dissertação de mest., Educação Artística, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2007 | por |
| dc.description.abstract | O presente estudo tem em conta a evolução histórica do papel atribuído ao teatro no discurso oficial dos currículos para a educação de infância institucionalizada, desde a criação do primeiro jardim de infância (1882) até à publicação da Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar (Lei n.º 5/97) e do documento Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (1997), estabelecendo paralelismos e intersecções com a evolução do contexto sócio-político em Portugal, retomando-se as teses históricas de Platão (427-346 a.c.) e Herbert Read (1958) – “a arte deve ser a base da educação” – e a perspectiva filosófica de Best (1996), que defende a necessidade de alargar o conceito de racionalidade ao campo das artes. Ao longo da evolução do discurso oficial sobre a educação de infância, foram definidos diferentes períodos em que o discurso oficial decretou importantes alterações em relação às linhas de orientação definidas e que acabam por coincidir com grandes períodos da evolução sócio-histórica da sociedade portuguesa (Cardona, 1997), nomeadamente, de 1834 a 1909, de 1910 a 1932, de 1933 a 1959, de 1960 a 1973, de 1974 a 1978, de 1979 a 1986, entre 1987 e os anos 90, e, por último, o período correspondente ao ano de 1997. As políticas para a infância sempre tiveram em conta questões ligadas ao desenvolvimento curricular. Em cada época histórica, o currículo, enquanto veículo de transmissão, espelha as preocupações da sociedade sobre aquilo que deve ser transmitido na escola, de geração em geração, de modo a fazer prevalecer um sistema de crenças e valores que permita a sobrevivência da sociedade enquanto tal. O teatro é uma forma de vida onde o que está em jogo é precisamente jogar a existência (Sibony, 1977, citado por Costa, 2003). Deste modo, o teatro existe desde sempre, visto que a pulsão para a teatralidade, o imenso desejo de teatro (Guénoun, 2004) é um dado antropológico correspondente a uma necessidade universal do homem de brincar a ser outro, ou seja, é na criança pequena que existe a primeira manifestação do desejo antropológico do teatro (Costa, 2003). Embora Portugal tenha revelado uma assinalável precocidade no plano da acção legislativa no campo educativo, no domínio específico do teatro o discurso oficial não foi muito pródigo, não se verificando uma preocupação explícita da parte dos sucessivos Ministérios da Instrução e da Educação em relação à importância do desenvolvimento de actividades dramáticas nos jardins de infância. O nosso estudo demonstrou que foi apenas a partir do ano de 1977, com a publicação do documento Educação Pré-Escolar: Guia de Trabalho, que o teatro surgiu explicitamente como uma sugestão curricular. O período mais fértil ao nível do discurso oficial potenciador da inclusão do teatro nos currículos pré-escolares, corresponde aos anos compreendidos entre 1979 e 1986. Apesar da falta de coordenação entre os diversos ministérios implicados na educação de infância e da existência de legislação confusa, foram publicados documentos importantes, como o Estatuto das Instituições Privadas de Solidariedade Social (1979) e os Estatutos dos Jardins de Infância (1979); este último veio reforçar, como vimos, a especificidade da função educativa do nível pré-escolar. E ainda, em 1986, foi publicada a Lei de Bases do Sistema Educativo. Dos quatro documentos seleccionados para o nosso estudo, dois surgiram neste período: Perspectivas de Educação em Jardim de Infância (1985) e Eu Era a Mãe: Perspectivas psicopedagógicas de expressão dramática em jardim de infância (1986). Contudo, é com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (1997) que o discurso oficial volta a realçar o domínio da expressão dramática. | |
| dc.format | application/pdf | por |
| dc.identifier.other | 37.02 LIN*Edu Cave | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.1/676 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.subject | Teses | por |
| dc.subject | Educação | por |
| dc.subject | História | por |
| dc.subject | Educação infantil | por |
| dc.subject | Educação artística | por |
| dc.subject | Currículos | por |
| dc.subject | Teatro | por |
| dc.title | Educação de infância, currículo e teatro: um estudo histórico sobre o discurso oficial em Portugal (1882-1997) | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess | por |
| rcaap.type | masterThesis | por |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Algarve. Faculdade de Ciências Humanas e Sociais | por |
| thesis.degree.level | Mestre | por |
| thesis.degree.name | Mestrado em Educação Artística. Especialização em Teatro e Educação | por |
