Name: | Description: | Size: | Format: | |
---|---|---|---|---|
777.8 KB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Estudos recentes têm sugerido uma influência do stresse na resolução de dilemas morais, referindo que sujeitos sob o efeito de stresse parecem resolver dilemas morais de forma menos utilitária (i.e. associado a respostas emocionais automáticas) quando comparados com sujeitos na situação de controlo. Contudo estes resultados não parecem ser consensuais entre autores uma vez que nem todos observaram resultados significativos da influência do stresse na tomada de decisão moral. Esta dissemelhança encontrada nas respostas de sujeitos sob o efeito de stresse tem sido explicada por variáveis individuais como, por exemplo, o efeito moderador da personalidade. Neste contexto, tivemos como principal objetivo, num primeiro momento, comparar o desempenho de 30 participantes submetidos a uma tarefa de indução de stresse (Grupo Experimental – GE) e 30 participantes controlo (GC) numa tarefa experimental de dilemas morais e não-morais. Num segundo momento, fomos dividir o GE e GC de acordo com os seus traços de personalidade (segundo o modelo dos cinco fatores – Big Five) e comparar o desempenho na mesma tarefa. Os principais resultados sugerem que os participantes GE realizam, de forma significativa, menos julgamentos utilitários e demoram mais tempo na tomada de decisão moral. Destaca-se ainda que os indivíduos conscienciosos sob o efeito do stresse realizam menos julgamentos utilitários no GE quando comparado com o GC. Os resultados são discutidos à luz das teorias do julgamento moral.
Description
Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2014
Keywords
Psicologia da educação Julgamento moral Stresse Traços de personalidade