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Authors
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Abstract(s)
A presente dissertação reporta-se à temática da participação dos cidadãos, por via
da governança, no plano municipal. E dado que a governança municipal tem implícita a
reinvenção das políticas municipais e as formas alternativas de participação dos
cidadãos nos processos de tomada de decisão, as hipóteses identificadas no estudo
tiveram como objectivo último estabelecer quais os mecanismos de participação dos
cidadãos nos processos de decisão municipal e em que medida a participação destes
influencia as decisões tomadas pelos detentores do poder municipal.
O interesse desta investigação reside, pois, no facto de os municípios se
assumirem, cada vez mais, como as pedras basilares da construção das modernas
democracias. Nesse sentido, procuramos na presente dissertação respectivamente:
i) Efectuar a análise teórica à literatura científica disponível e por nós identificada –
respectivamente no âmbito da economia, direito e sociologia, e que se encontram
referenciadas na bibliografia – que abordasse o tema da participação dos cidadãos
nos processos de tomada de decisão ao nível da escala territorial objecto do estudo
(o município), completando essa investigação com a análise da legislação tida
como mais relevante no quadro normativo aplicável aos municípios;
ii) Identificar as práticas de governança nos municípios algarvios, mediante a recolha
de dados efectuada por questionário;
iii) Analisar, de forma detalhada, o município louletano, não só através da análise da
diversa documentação existente nos arquivos municipais, como recorrendo à
realização de entrevistas.
Para a abordagem ao tema, decidimos assentar todo o seu desenvolvimento no
tríptico: “polity”, “policy” e “politics” e na sua articulação. Esta última, aliás, constitui
o aspecto metodológico mais pertinente, na medida em que qualquer estratégia de
desenvolvimento do que designamos por “nova governança”, só é concretizável, e
logrará cumprir os objectivos estabelecidos, quando estes três pilares se reforçam
mutuamente numa lógica de complementaridade e integração.
O desenvolvimento da investigação, nestes moldes, permitiu-nos retirar aquela
que, apesar de aparentemente óbvia, é, em síntese, a conclusão mais pertinente deste
estudo, ou seja, a certeza de que não é possível chegar à governança por um único
caminho. Outras conclusões que retiramos são, nomeadamente, a de que a governança
não pode se pode construir ao arrepio da vontade dos diferentes actores. A governança
municipal não tem um dono, nem acontece a uma só voz. A governança é um processo
que se faz de avanços e recuos, que deve obedecer a um propósito único, ou seja,
construirmos em conjunto uma sociedade mais justa, no respeito pela diferença, e
alicerçada na democracia.
Description
Dissertação de mest., Administração e Desenvolvimento Regional, Faculdade de Economia, Univ.do Algarve, 2010
Keywords
Poder local Cidadãos Tomada de decisão Governança
