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Advisor(s)
Abstract(s)
Estudo do meu percurso como escultor, desde a formação até à atualidade. A partir dos
primeiros contactos com a arte contemporânea anglo-saxónica e com a pintura clássica
europeia, durante o final da década de setenta e início da de oitenta do século passado,
começa a definir-se uma atitude marcada pela atenção à história da arte e pelo diálogo com
o trabalho de diversos artistas ocidentais.
Partindo do legado do modernismo, e insatisfeito com o que me pareceram ser as suas
limitações, sobretudo quando comparado com o que parecia ser a inesgotável complexidade
da pintura de autores como Nicolas Poussin, comecei então um processo de adaptação
de dispositivos formais e processuais herdados do modernismo para refazer uma série de
pinturas, géneros ou figuras da tradição iconográfica clássica e neoclássica. O observador
passa a poder percorrer o espaço da obra, que se confunde com o seu, criando através dessa
experiência uma clara consciência da sua relação, física e conceptual, com o complexo
espácio-temporal que é a realidade. As obras deste período configuram alegorias onde perpassa
uma relação melancólica com a arte e a cultura.
Os processos e materiais utilizados vão tornar-se mais variados, incluindo, para além
da construção, inicialmente privilegiada, a colagem e a modelação. Processos utilizados ao
longo da história da arte para representar (corpos, espaços) e produzir significado, foram
citados e conjugados em estruturas assumidamente não naturalistas.
A consciência da importância do contexto em que a obra se situa foi um dado adquirido
muito cedo neste percurso. Essa circunstância tornou-se particularmente crítica nas intervenções
realizadas em espaços públicos, que carregam a suas próprias características e história.
O museu, como metáfora da História e como local onde é possível estabelecer, num
determinado momento, um diálogo produtivo com as produções de diversos momentos
históricos e de origens geográficas diferentes, tornou-se, a certa altura, o modelo paradigmático
dessa relação inter-temporal.
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Keywords
Escultura Rui Sanches Processo Espaço Museu