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Abstract(s)
Nesta tese defendem-se dois argumentos principais e apresenta-se o meu trabalho como encenadora à luz desses dois argumentos. Os argumentos, introduzidas na primeira parte (Caps. 1-3), são o de que nenhuma noção de teatro pode prescindir do conceito de mimese, num sentido lato definido por Aristóteles; e o de que a renovação constante do trabalho do actor deverá ser considerada o problema fundamental daquele trabalho. Defende-se também que existe uma relação entre estes dois argumentos.
No Capítulo 1, apresenta-se o problema central da tese. No Capítulo 2 formula-se um argumento sobre o carácter permanente da mimese. No Capítulo 3, a partir da análise do trabalho de Polina Klimovitskaya, formula-se um argumento sobre a importância da renovação no trabalho do actor. É ainda defendido que, tal como para Aristóteles o teatro só tem efeitos porque é mimético, assim existe uma consciência de que os efeitos do teatro dependem da renovação permanente daquilo a que Konstantin Stanislavski chamou a capacidade de “experienciação” por parte dos actores.
Na segunda parte da tese (Caps. 4-5), o meu trabalho como encenadora é analisado à luz dos pressupostos introduzidos na primeira parte, e e em particular da noção de teatro pós-dramático. No capítulo 4 são discutidas quatro encenações minhas, entendidas como marcos de um percurso de entendimento do teatro e do trabalho do actor. Por fim, no capítulo 5 é mostrada integralmente a quarta dessas encenações: a minha encenação do espectáculo Da boca para dentro (2007), desenvolvido no contexto do Bridge Project, animado pelo encenador norte-americano Richard Foreman.
Description
Tese de doutoramento, Comunicação, Cultura e Artes, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2014
Keywords
Comunicação Artes Teatro Encenação Ator