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Advisor(s)
Abstract(s)
A avaliação das instituições escolares, dos professores e dos alunos é um assunto que se encontra em
constante debate, não somente por ser uma temática de contínuas reformulações e adaptações, mas
também por estar presente nas atuais exigências de busca pela qualidade da comunidade educativa. Os
responsáveis educativos trabalham baseados em metas e missões com o intuito de desenvolver as
potencialidades das escolas e de seus sujeitos. Neste contexto, além da demanda de informações sobre
o serviço prestado pelas escolas e professores, vem‐se fortalecendo a noção da aprendizagem dos alunos
como indicador da competência do professor e dos demais alicerces escolares. Entre as estratégias para
garantir bons resultados, o desenvolvimento da autonomia escolar é um debate a considerar.
Sabe‐se que a qualidade não é um processo isolado. Em Portugal, a autoavaliação e a avaliação externa
compõem a política educativa na medida em que são apreendidas para a integração da promoção do
desempenho escolar. Tais aspetos são vistos de maneira integrada porque possibilitam olhares
diferenciados para aspetos análogos da comunidade educativa. É notável que a melhoria da qualidade
antevem a avaliação dos sistemas educativos e das esferas escolares. Após uma evolução significativa
desde 2006, Portugal evidencia uma desacelaração a partir de 2009 (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico, 2013), no que se refere aos indicadores apresentados pelos rankings.
De forma similar, a atual política educacional do Brasil gira em torno de constantes adaptações por parte
do Estado. Apesar do Projeto de Lei 6114/09, que determina um exame com o objetivo de avaliar o
desempenho dos professores e por meio da Secretaria de Estado da Educação, que promove orientações
normativas para o funcionamento escolar, acredita‐se, muitas vezes, que os resultados do desempenho
docente e das escolas se expressem na aprendizagem de seus alunos. As Leis de Diretrizes e Bases e,
especialmente, os Parâmetros Curriculares Nacionais, são os principais documentos que funcionam como
suportes para a orientação da prática pedagógica e visam a aprendizagem dos alunos e a regulação das
instituições de ensino.
Tanto no Brasil como em Portugal, diversas são as ações desenvolvidas pelos Ministérios da Educação e
Ciência, e por outros órgãos responsáveis, com o objetivo de melhorar a qualidade da educação e dos
fatores ligados a esta. As políticas avaliativas, além de apontarem, prioritariamente, para a aprendizagem
do aluno, realçam também a importância do profissional de educação e o desenvolvimento da vida das
escolas, assumindo, assim, um modelo multidimensional de indicadores que visam a qualidade da
educação. Ao invés de Portugal, o Brasil não possui uma estrutura nacional de avaliação de escolas que
permita uma regulação sistemática das organizações escolares. Apesar desta diferença, as dinâmicas
processuais adotadas nos dois países ainda não evidenciam a função reguladora desejada.
Description
Keywords
Avaliação Aprendizagem Qualidade
Citation
Publisher
Universidade do Porto. Faculdade de Psicologia.