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Estranhas e admiráveis singularidades da natureza: alguns exemplos (séculos XVI-XVIII)

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Singularidades da natureza e seres monstruosos – não significando exatamente o mesmo – há-os em todas as épocas. Desde logo, a rica e heterogénea tipologia de seres notáveis e monstruosos referentes à Antiguidade e à era medieval assim o demonstra. A partir do século XVI, com o Humanismo renascentista e com os Descobrimentos, as configurações insólitas, prodigiosas e monstruosas, podendo ainda minoritariamente reproduzir, aqui e acolá, modelos antigos e medievais, dão cada vez mais lugar a representações do real captadas diretamente pelo olhar do observador ou indiretamente por alegada testemunha mais ou menos credível. No âmbito da literatura e cultura portuguesas, abordaremos algumas formas e significados de fenómenos monstruosos e singulares/admiráveis, em textos de dois autores do século XVI (Fernão Mendes Pinto e Amato Lusitano), num texto de um autor do século XVII (P. António Vieira) e, ainda, em dois breves exemplos de Relações anónimas do século XVIIII.

Descrição

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Carvalho, João Carlos Firmino Andrade de, "Estranhas e admiráveis singularidades da natureza – alguns exemplos (séculos XVI-XVIII)", in Carvalho, João Carlos e Ana Alexandra Carvalho (Coord.), O monstruoso na literatura e outras artes, Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, junho de 2018 – Edição em E-Book, pp. 39-52.

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