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Esta dissertação pretende, em primeiro lugar, abordar algumas posições que falam do tradutor e do seu papel em relação ao Outro, não na perspetiva de um «destinatário ideal», enquanto recetor da obra de arte, mas sim numa dimensão mais dilatada e culturalmente falando, mais abrangente quanto às suas significações. O conhecido ensaio de Walter Benjamin, A tarefa do Tradutor vai servir de ponto de partida desta viagem através do tempo e do espaço naquilo que, hoje em dia, pode ser visto como o ressurgir do papel do tradutor. O tradutor é o agente que promove e realiza o ato de traduzir, mas para levar a cabo esta tarefa tem de saber lidar e relacionar-se com o leitor/recetor que ele simboliza e o seu papel de tradutor, mas também o texto tem algo a dizer-lhe. Já não temos uma obra muda e silenciosa. Temos uma Terceira Voz que condiciona e reage perante este novo mundo que é o mundo do tradutor dos nossos dias.
As regras da pragmática e o sistema de cooperação estabelecido por Umberto Eco também nos leva a uma nova visão do processo da arte de traduzir e como tal tem o texto como sujeito de atuação que se articula entre o autor e o leitor/recetor, levando-o a atualizar o texto em si graças à acção previa do autor, mas também ao ato de leitura que é realizado pelo leitor e pelo tradutor da obra, que se torna coautor da mesma.
Outras escolas ligadas à Estética da receção serão mencionadas, assim como abordamos o pensamento de outros autores, entre eles João Barrento, que nos permitirão ter uma visão mais ampla do lugar que o tradutor ocupa hoje em dia na sociedade, em pleno século XXI.
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Tradutor Walter Benjamin Leitor Recetor Coautor Estética da receção Terceira voz João Barrento