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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A investigação desenvolvida neste estudo pretende conduzir a uma reflexão sobre a
relação que se estabelece entre a geometria e o pensamento abstracto de mulheres
berberes, maioritariamente analfabetas e que, até há bem pouco tempo (talvez ainda em
algumas regiões rurais, mais isoladas, de Marrocos), viviam segregadas. Falamos, sim,
desses berberes que chegaram e se instalaram nas montanhas de Marrocos, muito antes da
chegada dos árabes e que, ainda hoje continuam a fazer história, deixando que o seu
quotidiano, o seu modo de vida seja ditado pelo enquadramento numa paisagem
magnífica, que dá azo a um tempo mais lento, mais contemplativo, mais devoto.
Reflectir-se-á sobre a originalidade dos tapetes berberes, cujo produto final não está
delineado, à partida, mas que tem a ver com uma concepção interior da obra, que
promove a liberdade de criação destas mulheres.
Procurar-se-á compreender o tapete como uma forma de arte doméstica, conceptual, que
emerge de um pensamento que, sendo geométrico (universal), se torna abstracto ou só
compreensível por um grupo restrito de iniciados.1 O tapete tornou-se o segredo destas
mulheres. E só o é, porque nós (todos, à excepção das mulheres berberes) não o
conseguimos entender. Falamos de um “código” que só é perceptível quando é conhecida
a matriz do pensamento. Pode até conhecer-se a técnica e a estética dos tapetes,
identificar-se as diferentes tipologias e os materiais utilizados, mas tornar-se-á impossível
criá-los, como estas mulheres o fazem, sem planos pré-estabelecidos. É essa maneira de
produzir, quase inata para estas mulheres, que está fora do nosso alcance lógico.
Descrição
Palavras-chave
Cultura árabe Cultura islâmica Geometria Bérberes Mulheres Trabalhos artísticos Tradições
