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Percorrer ESS1-Teses por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "09:Indústria, Inovação e Infraestruturas"
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- Impacto da formação em segurança e dos fatores psicossociais na tomada de decisão e comportamentos seguros na assistência a aeronavesPublication . Isidro, Rafael Rodrigues dos Santos; Sousa, CátiaA segurança operacional em contexto aeroportuário depende da atuação eficaz dos profissionais que executam tarefas críticas sob pressão, como abastecimento, manuseamento de bagagens e assistência em escala. Esta investigação analisou de que modo a formação em segurança e os fatores psicossociais – nomeadamente o stresse percebido e a fadiga – influenciam os estilos de tomada de decisão e os comportamentos seguros dos trabalhadores de assistência a aeronaves. Participaram no estudo 152 profissionais do Aeroporto Internacional de Faro, maioritariamente do género masculino (82,9%), com funções operacionais diversas e significativa experiência no setor. Através de um questionário estruturado e análise quantitativa, os resultados revelaram que a formação em segurança se associa positivamente aos comportamentos seguros - sobretudo de natureza psicossocial - e à redução de estilos disfuncionais de decisão. No entanto, não promoveu de forma significativa o estilo de decisão mais funcional (vigilância) e não moderou os efeitos negativos do stresse e da fadiga sobre os comportamentos seguros. O stresse revelou-se um preditor negativo dos comportamentos seguros e esteve associado a decisões menos adaptativas, enquanto a fadiga influenciou negativamente os estilos de decisão, mas não afetou diretamente os comportamentos seguros. Estes resultados sublinham a importância de intervenções integradas, que combinem formação contínua com estratégias de gestão do stresse e da fadiga, promovendo não só a segurança operacional, como também o bem-estar dos trabalhadores. O estudo apresenta limitações, como o desenho transversal e a natureza auto-reportada dos dados. Futuras investigações deverão recorrer a métodos longitudinais e avaliar o impacto de intervenções organizacionais sobre a segurança e os fatores psicossociais em contexto aeroportuário.
- Influência da cultura organizacional nos riscos psicossociais: estudo de caso numa empresa de prestação de serviços de proteção radiológicaPublication . Teixeira, Verónica Alexandra da Graça; Sousa, CátiaA compreensão das dinâmicas organizacionais é essencial para promover ambientes de trabalho saudáveis e sustentáveis, particularmente em contextos laborais exigentes. Entre os fatores com maior impacto no bem-estar dos trabalhadores encontram-se a cultura organizacional, os riscos psicossociais e os comportamentos de envolvimento excessivo com o trabalho, designados por workaholism. O presente estudo teve como objetivo explorar a forma como as perceções da cultura organizacional e dos fatores psicossociais se relacionam com o workaholism, no contexto de uma empresa portuguesa do setor da proteção radiológica. Foram analisadas associações entre diferentes tipos de cultura (apoio, inovação, objetivos e regras), indicadores psicossociais (como exigências laborais e relações com a liderança) e as três dimensões do workaholism: envolvimento, compulsão e prazer no trabalho. Os resultados revelaram que perceções mais fortes de uma cultura orientada para regras e níveis mais elevados de exigências laborais se associam a maiores níveis de Compulsão para Trabalhar. Por outro lado, culturas de apoio e relações sociais positivas com a liderança parecem associar-se a níveis mais baixos deste comportamento. Embora o número reduzido de participantes limite a generalização dos resultados, os dados obtidos fornecem pistas relevantes para a intervenção organizacional e para futuras investigações sobre os fatores que contribuem para o equilíbrio entre desempenho e saúde ocupacional.
- Prevalência das lesões músculo-esqueléticas no setor da construção civilPublication . Pereira, Joana José Sousa; Cavaco, Adriana; Fontes, Ana PaulaA construção civil é um setor de alto risco devido aos esforços físicos exigentes e fatores ergonómicos. Destaca- se a diversidade de profissionais envolvidos e a intensa mão-de-obra, com impacto na saúde ocupacional dos trabalhadores. As lesões músculo-esqueléticas são comuns neste setor e afetam a segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores. Este estudo pretendeu avaliar a sintomatologia das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho na construção civil e a sua relação com a perceção de qualidade de vida. Realizou-se um estudo observacional, analítico, transversal e correlacional, numa amostra de 82 trabalhadores da construção civil do sexo masculino, em relação a variáveis sociodemográficas e de saúde, e também a perceção da qualidade de vida. Os sintomas músculo-esqueléticos e a intensidade da dor em diferentes regiões corporais foram avaliados através do questionário nórdico músculo-esquelético e a perceção de qualidade de vida relacionada com a saúde por meio do questionário SF-36. Verificou-se que, nos últimos 12 meses, a maior prevalência de sintomatologia foi na região lombar (53,7%) e joelhos (42,7%), e também que 35% da amostra apresentou incapacidade para o trabalho, em algum período, nos últimos 12 meses, devido a dor lombar. Quanto à intensidade da dor, a região lombar foi dos segmentos corporais que mais se correlacionaram com os domínios do questionário SF36, sendo que os participantes que demonstraram maior intensidade de dor na região lombar também apresentaram resultados menos favoráveis nos domínios de “Desempenho Físico”, “Dor”, “Vitalidade”, “Função Social” e “Saúde Mental”. Concluiu-se que a sintomatologia músculo-esquelética, nomeadamente, pela sua associação à intensidade da dor, encontra-se intrinsecamente relacionada com a qualidade de vida percebida pelos trabalhadores, no entanto, este estudo indica que os trabalhadores deste setor desfrutam de boas condições de qualidade de vida, apesar de ser necessário considerar a influencia do esforço mental e psicológico, associado às tarefas repetitivas.
