Percorrer por autor "Boto, Sandra"
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- Algumas notas sobre "o sapo negro" no âmbito da 'edição crítica das obras completas de Almeida GarrettʼPublication . Boto, SandraEste estudo pretende demonstrar a pertinência do modelo editorial a aplicar à edição crítico-genética em curso do Romanceirodo escritor romântico português Almeida Garrett. Apela-se, para o efeito, ao exemplo concreto da fixação do texto inédito por ele intitulado O sapo negro,poema que consideramos uma recriação própria garrettiana a partir de romances da tradição oral. Paratal, apresenta-se uma recensiodos núcleos documentais manuscritos e das edições a considerar no âmbito da edição, para depois se discutirem os limites e a natureza do corpusa editar, em franco respeito pelos princípios norteadores da coleção ‘Edição Crítica das Obras Completas de Almeida Garrett’, na qual este labor editorial se insere. Através do estabelecimento do mencionado poema, onde se exibem naturalmente as soluções ecdóticas propostas para os problemas críticos que ele nos coloca, seremos levadosa extrair algumas conclusões relevantes que permitem não só compreender o processo criativo deste editor português como avançar no conhecimento do romanceiro da tradição oral moderna da primeira metade do século XIX.
- Almeida Garrett e o romanceiro antigoPublication . Boto, SandraOs estudos que na atualidade a filologia dedica ao romanceiro da tradição oral moderna muito poco devem à concessão que regia, até bem entrado o século XX, os trabalhos que pioneiramente iam desbravando terreno nesta área. Refiro-me me particular àqueles que, ao mesmo tempo que se lançavam em campanhas de recolha pelas comunidades que guardavam essa memória poética, organizavam os materiais que compilavam e teorizavam sobre os mecanismos de funcionamento da tradição oral, entre os quais o nome de Ramón Menéndez Pidal surge naturalmente à cabeceira.
- Carta a Don RamónPublication . Boto, SandraApressei-me a responder ao seu contacto, como agora se diz, embora a surpresa de receber uma carta de V.ª Ex.ª me tivesse deixado paralisada. Não sei de que modo poderei ser útil a V.ª Ex.ª, mas desde já disponha como entender dos serviços desta já não tão jovem mas permanentemente precária investigadora. São assim os novos tempos. Mas deixe V.ª Ex.ª que lhe dê os parabéns (felicitaciones) pelo seu 150º aniversário (cumpleaños)! Desejo-lhe muita saúde para que possa continuar a brindar-nos com a sabedoria a que nos tem habituado durante o último século e meio, embora já se deva ter apercebido Vª Ex.ª de que nos últimos anos têm surgido algumas vozes dissonantes que carregam (aportan) alguma neblina (niebla) sobre seu trabalho, apontando o dedo ao seu suposto enfoque nacionalista castelhano.
- O "Conde Claros en hábito de fraile" na tradição oral moderna Portuguesa. Entre a recriação e a memóriaPublication . Boto, Sandra; Ferré, PedroEste estudo procura centrar-se nalgumas das inúmeras questões que se encontram por responder relativamente ao romance "Conde Claros en hábito de fraile", em particular no âmbito da tradição oral moderna Portuguesa, aventando propostas de resolução. O objectivo é esclarecer, tanto quanto possível, aspectos que têm levado a crítica a olhar para este romance enquanto sinónimo de "texto-enigma".
- As contaminações no Conde Claros em Hábito de Frade PortuguêsPublication . Boto, SandraSendo a tradição portuguesa particularmente fértil em versões contaminadas do romance Conde Claros em hábito de frade, e sabendo que o conjunto de temas contaminadores é considerável num tema tão abundantemente recolhido, tem como propósito o presente estudo descrever o comportamento das contaminações no seio deste romance. Numa primeira instância, e obedecendo a pressupostos diacrónicos de metodologia, observamos o traçado fabular do romance no século XVI e confrontamo-lo com a fábula que a tradição portuguesa apresenta, daí retirando algumas ilações quanto à posição das contaminações. Estas estão concentradas, regularmente, no início das versões, adquirindo o estatuto de enquadramento contextual da trama do Conde Claros em hábito de frade. Uma vez delimitada a lista de temas contaminadores, damos início à interpretação, do efeito potenciado pela presença de segmentos temáticos pertencentes aos temas contaminadores sobre a fábula do romance principal. A contaminação pode, não raro, produzir resultados subversivos, nomeadamente no que respeita ao retrato da personagem principal, o conde Claros.
- D. Francisco Manuel de Melo como fonte do romanceiro de Garrett ou o aproveitamento romântico da poesia barrocaPublication . Boto, SandraAlmeida Garrett morreu sem concluir o projeto do Romanceiro segundo ele próprio o concebeu. O estudo de alguns manuscritos autógrafos inéditos recentemente encontrados põe a descoberto esquiços do poeta com vista à continuação dessa obra, onde constam as traduções de cinco romances saídos da pena de D. Francisco Manuel de Melo, em castelhano, que Garrett verte para português. A partir do cotejo entre os poemas originais e as traduções gravitadas, estudar-se-á o labor criativo que Garrett emprega no processo de tradução e na escolha da lição mais adequada para a fixação destes textos em língua portuguesa. Ser-nos-á dado a observar , enfim, o modo como tais romances são adaptados à luz do profundo domínio que o Visconde apresenta da gramática do Romanceiro da Tradição Oral Moderna, ou como se aproxima e afasta, no fundo, do imaginário e discurso barrocos dos poemas seiscentistas.
- Da biblioteca Barroca à emergência do sujeito: uma leitura do romance ‘pidiendo una dama la memoria de los libros que el autor tenía en su casa, se le envió esta’, de D. Francisco Manuel de MeloPublication . Boto, SandraEste trabalho procura estabelecer uma leitura possível de um romance aparentemente circunstancial da autoria de D. Francisco Manuel de Melo, poeta português do século XVII que exerceu o seu ofício durante o período da Monarquia Dual. Tem sido sobejamente denunciada a filiação estética de D. Francisco no trabalho poético do grande poeta espanhol Francisco de Quevedo. No caso concreto deste poema, partimos da confirmação dessa mesma filiação, alicercada na imitação do mestre no que respeita à bateria tropológica utilizada, para de seguida percebermos como o poema se distancia profundamente dessa filiação e do registo ligeiro superficial para encerrar em si próprio uma séria preocupação dirigida à civilização do barroco, que surge assim escamoteada sob o artifício da trivialidade.
- Digital culture – a state of the artPublication . Tavares, Mirian; Boto, SandraEscrever sobre Cultura Digital é, em última, e em primeira instância, escrever sobre a cultura em si mesma. Contemporaneamente os discursos que se produzem são sempre atravessados pelas tecnologias que geraram uma nova lógica para a produção, distribuição e consumo do conhecimento. Negar a omnipresença do digital é negar um facto tão simples como este: as ferramentas que usamos para produzir textos, ou imagens, são, na sua imensa maioria, digitais. O analógico tornou-se objeto de culto, ou de museu, sendo retomado, em novas vagas, motivado às vezes pelo saudosismo, por alguma vontade de resistência ou por necessidade gerada pela investigação. A ideia de cultura, no plural, remete-nos para a polissemia do termo e o sentido que o mesmo adquire através dos usos e dos costumes e, sobretudo, através da difusão pelos media. A cultura assume, paulatinamente, o lugar da civilização, deixando de ser apenas o substrato espiritual e intelectual que identificava um grupo, ou até uma nação, para se converter num bem material, ou num rótulo utilizado para se vender um produto, ou uma ideologia, qualquer que ela seja. O universo digital é recente, mas já bastante vasto e as discussões sobre ele estão a decorrer neste momento, apesar de sabermos que somente a distância temporal nos dará uma verdadeira perspetiva das marcas e do rasto que as criações alfanuméricas deixarão impressas, de forma indelével, na cultura.
- Do laboratório da escrita à escrita de laboratório: reflexões sobre genética textual, ciência e literaturaPublication . Boto, SandraAo longo da sua História, os Estudos Literários têm vivido cíclicos momentos de aproximação ao paradigma das Ciências, fascinados pelo seu discurso de rigor e objetividade e tentando importá-lo para as suas metodologias e técnicas. isto é particularmente visível ao nível da metalinguagem de que determinadas disciplinas e correntes das Letras se munem, através da apropriação de metáforas oriundas do mundo científico. exemplo do que acabamos de enunciar é a Crítica Genética, disciplina que assume como objeto de estudo o "laboratório da escrita"de um autor, metáfora de rigor que se materializará e se oferecerá ao leitor necessariamente através de uma edição ou edições de texto. A perspectiva assumida é a de que o editor genético ou crítico-genético ordena e dota de lógica o processo de construção do texto literário, racionalizando-o, portanto.No entanto, procuraremos reflectir sobre como esta aparência de racionalismo ancorado numa metodologia que pretende erradicar o caos, iluminando a construção da obra literária, disfarça, por seu turno, a imposição de uma subjetividade emergente, que é a do editor que escolhe variantes também em função de uma sua leitura do texto, o que não é mais do que a sua leitura do mundo e da arte. Convocamos, para tal, um conjunto de exemplos editoriais.
- Expressions of travelling in the portuguese 'romanceiro'Publication . Boto, SandraTravel themes in the Portuguese romances from the modern oral tradition are explored, supported by Di Stefano's concepts of romance omega and romance alfa. They can refer to past events not in the present narrative, but suggested by present events or by lhe characters' role or nature (a soldier that returns from war, for example). But travel can also assume a more direct role in the alfa type, as the narrative structure corresponds directly with the events narrated. Travel action, therefore, collides with the narrative present, and is reflected in a related detailed verbal structure.
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