Escola Superior de Educação e Comunicação
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Percorrer Escola Superior de Educação e Comunicação por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- À descoberta das formas geométricas no pré-escolar: uma aventura no mundo marinhoPublication . Dias, Sofia Nobre; Guerreiro, António Manuel da ConceiçãoEste relatório de prática de ensino supervisionada emerge da necessidade de compreender de que forma as crianças em idade pré-escolar exploram as formas geométricas e desenvolvem o raciocínio espacial através da exploração e da criatividade. Procurou-se, assim, articular a matemática com outras áreas do conhecimento, nomeadamente a expressão artística e a linguagem e comunicação, partindo da obra A melhor forma, de Naomi Jones e James Jones, e do interesse demonstrado pelo grupo relativamente ao mundo marinho. A investigação desenvolveu-se com um grupo de vinte e duas crianças, com idades compreendidas entre os dois e os quatro anos, seguindo uma metodologia de cariz qualitativa e exploratória. A planificação das tarefas foi estruturada de modo sequencial e interligado, promovendo a descobertas das formas geométricas através de propostas lúdicas e interativas. A recolha dos dados assentou na observação direta, nos registos fotográficos e nas notas de campo, permitindo analisar as estratégias utilizadas pelas crianças, bem como a forma como comunicaram e interagiram com os conceitos geométricos ao longo do projeto. A análise dos resultados evidencia que a exploração das formas geométricas em contextos lúdicos potencia não só o desenvolvimento do pensamento matemático, mas também a curiosidade e a criatividade das crianças. Os dados revelam ainda que a geometria pode ser integrada de forma transversal em diferentes domínios do conhecimento, contribuindo para aprendizagens mais significativas e enriquecedoras no contexto da educação pré-escolar.
- A trama viva como ontoepistemologia pedagógica situada: fenomenologia social e educação intergeracional na Universidade da Maturidade (UMA/UFT) na Amazônia LegalPublication . Souza, Marileide Carvalho de; Osório, Neila Barbosa; Neto, Luiz Sinésio da Silva; Santos, Jocyléia Santana; de Pinho, Maria José; Jesus, Djanires Lageano Neto de; Pocinho, Ricardo; Rech, Nair GonçalvesEste artigo investiga os significados das práticas pedagógicas intergeracionais desenvolvidas na Universidade da Maturidade da Universidade Federal do Tocantins (UMA/UFT), à luz da fenomenologia social de Alfred Schutz, com ênfase na Trama Viva, ontoepistemologia pedagógica situada concebida e desenvolvida por Neila Barbosa Osório ao longo de vinte anos de práxis pedagógica em vinte e dois polos e com mais de sete mil e quinhentos sujeitos formados. A pesquisa adota abordagem qualitativa de inspiração fenomenológica e articula a fenomenologia husserliana, a fenomenologia social de Schutz, a fenomenologia da corporeidade de Merleau-Ponty, a pedagogia crítica de Paulo Freire e bell hooks, bem como os fundamentos metodológicos do método fenomenológico descritivo de Amedeo Giorgi. O campo empírico abrange seis polos da UMA/UFT no Tocantins (Palmas, ianópolis, Tocantínia, Araguaína, Tocantinópolis e Brejinho de Nazaré), com horizonte comparativo projetado para o Polo de Soure, em Portugal. Os dados foram produzidos por meio de 35 entrevistas fenomenológicas, rodas de memória, observação participante e diário de campo. Os resultados revelam que as práticas pedagógicas intergeracionais da UMA/UFT se constituem como experiências de construção intersubjetiva de sentidos, nas quais memória, narrativa, corporeidade, território e pertencimento se entrelaçam, promovendo a ressignificação do envelhecer, a legitimação dos saberes da experiência, a reconstrução biográfica dos participantes, a destipificação do etarismo e a ampliação do sentimento de pertencimento à universidade e à comunidade. Concluise nesse período de qualificação pelas pesquisas realizadas, que a educação intergeracional, quando fundamentada na fenomenologia social e mediada pela Trama Viva, constitui prática de liberdade, humanização, reconhecimento e produção de conhecimento.
- Abordagem das diversas áreas de conteúdo através de uma amostra do mundo naturalPublication . Vargues, Sara Guerreiro; Coelho, Ana Cristina Hurtado de MatosO presente relatório aborda um estudo de cariz investigativo realizado na Casa da Primeira Infância em Loulé, com o objetivo de investigar a eficácia da integração do mundo natural nas práticas curriculares do pré-escolar. Neste estudo, o caracol foi o animal selecionado do meio natural para desenvolver as várias áreas de conteúdo definidas nas Orientações Curriculares em Educação Pré-Escolar (OCEPE). O estudo decorreu ao longo de três semanas, nas quais foram realizadas atividades estruturadas com 27 crianças da educação pré-escolar, com idades compreendidas entre os 5 e os 6 anos de idade. Nestas atividades, trabalharam-se conceitos científicos, matemáticos, linguísticos e sociais. As crianças tiveram oportunidade de estudar o caracol fora do seu ambiente natural e também de observar o comportamento do animal sem estar em cativeiro. Recorreu-se a uma metodologia qualitativa que envolveu observação direta das atividades e análise dos resultados obtidos, tendo por base o contexto natural, para compreender o impacto do caracol no processo educativo. Os resultados indicam que a introdução do caracol proporcionou uma experiência de aprendizagem enriquecedora, promovendo uma abordagem integrada e significativa das áreas curriculares. Este estudo contribui para a prática pedagógica ao demonstrar a eficácia da integração do mundo natural no currículo da educação pré-escolar e sugere que a utilização de elementos naturais pode ser uma estratégia valiosa para o desenvolvimento integral das crianças.
- La alfabetización mediática como nuevo ámbito de conocimiento científicoPublication . Aguaded, Ignacio; Borges, GabrielaLa alfabetización mediática ha adquirido en los últimos tiempos una emergente presencia en los ámbitos académicos y científicos. Sin duda, la importancia de la comunicación, los medios, las redes sociales y todos los dispositivos de interacción y comunicación han ganado en las dos últimas décadas un papel estelar en esta sociedad que para muchos es ya la “sociedad de las pantallas”, de la información, de las fake news al mismo tiempo, del espectáculo digital y del conocimiento global, de la gamificación y de hipnosis colectiva. Todo lo más excelso del ser humano y lo más ínfimo tienen cabida, y al mismo tiempo, en la galería mediática que simboliza mejor que nadie el teléfono móvil, el “celular”.
- O aprender a pensar no pré-escolar: uma abordagem em filosofia para criançasPublication . Mestre, Maria Inês Pinheirinho; Orega, Maria Isabel Mendonça; Grande, Patrícia Carla Rodrigues BeiraO estudo que se segue foi realizado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar, no ano letivo de 2023/2024, na Universidade do Algarve Esta investigação foi concretizada numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), no concelho de Faro, num grupo composto por 25 crianças com idades comprometidas entre os 3 e os 4 anos. Este estudo investiga a resposta filosófica quando expomos as pressuposições do conceito de Comunidade de Investigação Filosófica, concebido por Matthew Lipman e Ann Sharp, a um grupo de participantes que, até ao momento, não tinha tido contacto com a Filosofia para Crianças. A justificação da escolha do tema para este relatório, baseou-se na observação e na avaliação diagnóstica feita ao grupo, sendo que o grupo de participantes quando dialogava tinha dificuldades em aceitar opiniões opostas e focava-se muito no adulto, assim a investigadora considerou que os pressupostos de uma Comunidade de Investigação Filosófica seria uma boa abordagem para colmatar estas dificuldades do grupo. O estudo é de natureza qualitativa, para o seu desenvolvimento recorreu-se a fotografias, vídeos, produções e notas de campo como instrumentos de recolha de dados. Os resultados da análise de dados recolhidos sugerem benefícios das práticas das sessões em comunidade e como podem alterar o seu comportamento social.
- Aprender com e sobre as formigas no 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico: um estudo exploratórioPublication . Mendonça, Catarina Sofia Viegas; Rocha, Rute Cristina Correia daO presente estudo decorreu durante a Prática de Ensino Supervisionada (PES) I, numa turma de 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), numa escola do concelho de Loulé, em dois anos letivos, 2023/2024 e 2024/2025. A presente investigação pretende que as crianças de uma turma do 3.º ano do 1.ºCEB aprendam sobre as formigas, nomeadamente a sua anatomia, o modus vivendi, alimentação, reprodução e a importância destes seres vivos para o ambiente. Por conseguinte, emergiu o seguinte problema de investigação, enunciado com 3 questões: 1. Quais são as perceções iniciais dos alunos do 3.º ano sobre as formigas?; 2. Como as atividades propostas poderão facilitar a aprendizagem dos alunos?; e, 3. Como progridem as aprendizagens dos alunos acerca das formigas, durante a intervenção educativa? Para dar resposta ao problema de investigação, definiram-se os seguintes objetivos: 1. Analisar as conceções prévias dos discentes a respeito das formigas, particularmente a sua anatomia, alimentação, reprodução, comportamento, tempo de vida e organização social; 2. Compreender se as atividades propostas promovem o processo de ensino aprendizagem dos alunos, com o intuito de tornar-se numa aprendizagem significativa para os mesmos; e, 3. Investigar e compreender se houve progressão das conceções dos alunos relativamente às formigas, após a intervenção educativa. Tendo em conta o problema de investigação que norteou o estudo exploratório do presente relatório da Prática de Ensino Supervisionada, posso concluir que a intervenção educativa realizada na turma do 3.º ano do 1.º CEB, permitiu que os alunos progredissem nas suas aprendizagens sobre e com as formigas. Relativamente ao “saber sobre”, observou-se um aumento considerável no número de alunos que representaram as formigas com seis patas e com olhos no seu desenho final, comparativamente ao desenho inicial. Destaca-se ainda a representação das mandíbulas nos desenho finais, algo que não foi previsto pela investigadora, mas que surgiu como resultado da intervenção educativa, o que reforça o caráter significativo dessa aprendizagem. Quanto ao “aprender com” as formigas, derivado do contacto direto com estes insetos, os alunos desenvolveram atitudes de respeito e proteção. Como medida para proteger as formigas, os alunos referiram tanto em produções orais como escritas, que não se deve pisar nem destruir os formigueiros, o que evidencia uma consciencialização ecológica resultante da intervenção educativa.
- Clima escolar e satisfação profissional num agrupamento de escolas do algarve-estudo de casoPublication . Gomes, Carlos Jorge de Jesus Caldeira; Guerreiro, António Manuel da ConceiçãoO presente estudo incide sobre a liderança e o clima escolar e organizacional num agrupamento de escolas. Pretende-se conhecer a perceção dos profissionais do Agrupamento de Escolas (docentes e não docentes), relativamente ao clima organizacional, e a sua relação com variáveis associadas ao clima de segurança, às atitudes face ao trabalho e à instituição e à perceção do seu desempenho enquanto colaborador, tendo como referência a ação das lideranças de topo e intermédias. A liderança, a cultura de escola e o clima organizacional são primordiais no processo educativo. Ao líder/diretor são atribuídas responsabilidades em representação do Estado. Para tal, a legislação alterou a autonomia das escolas, a gestão e administração, pelos normativos Decreto-Lei nº 115-A/98 e Decreto-Lei 75/2208, em que passa a vigorar a centralização do poder na tomada de decisões, pela figura do Diretor. Apresentamos um estudo de caso realizado num agrupamento de escolas do Algarve. O estudo teve por base o relatório “Clima Organizacional e Satisfação Profissional 2020”, realizado pelo Gabinete de Avaliação e Qualidade, da Universidade do Algarve, sob a coordenação científica e técnica de Gabriela Gonçalves e Joana Vieira dos Santos. O estudo a desenvolver é de natureza mista, quantitativa e qualitativa, junto dos profissionais (docentes, não docentes) da instituição, com aplicação de um questionário distribuído de forma digital pelo e-mail institucional, e por suporte físico aos não docentes, que não utilizam o correio eletrónico. O instrumento de recolha de dados foi uma adaptação do questionário usado no estudo da UALG. Foram inquiridos 245 docentes e 134 não docentes (população total inquirida), tendo respondido 69 docentes (dos quais 12 declararam não desejar participar no estudo), dos quais 57 válidos e 33 não docentes e um técnico superior, perfazendo 91 respondentes válidos para estudo. Os resultados mostram que existem diferentes perceções entre os docentes e os não docentes, apesar da significativa perceção geral positiva em todas as do seu desempenho profissional, por parte dos dois grupos de funcionários do Agrupamento de Escolas.
- Co-Occurrence of lifestyle risk behaviors among physical education and sport university students: evidence from a cluster analysisPublication . Santos, Vanessa; Serpa, Joana; Parreira, Mariana; Correia, Vanda; Marconcin, PriscilaBackground: Health-related behaviors often cluster during young adulthood, potentially increasing the risk of long-term adverse health outcomes. Understanding how lifestyle risk behaviors co-occur among university students is essential for developing targeted health promotion strategies. Objective: This study aimed to identify lifestyle risk profiles among university students based on the co-occurrence of smoking behavior, alcohol consumption, sedentary behavior, and body weight status. Methods: A cross-sectional study was conducted with 147 university students enrolled in a physical education and sport undergraduate program (mean age: 20.58 ± 2.94 years; 80.3% male). Physical activity and sedentary behavior were assessed using the International Physical Activity Questionnaire–Short Form (IPAQ-SF), while smoking and alcohol consumption were selfreported. Body mass index was used to classify weight status. Lifestyle risk profiles were identified using two-step cluster analysis based on regular smoking, alcohol consumption, sedentary behavior, and overweight/obesity. Differences in cluster distribution according to sex and federated athlete status were examined using chi-square tests. A two-step cluster analysis based on the Bayesian Information Criterion (BIC) and silhouette measure was used to identify lifestyle risk profiles. Results: Overall, 46.9% of participants had experimented with tobacco, 11.6% were current smokers, and 74.8% reported alcohol consumption. Participants accumulated an average of 3772.25 ± 1957.99 MET-min/week of physical activity. Three distinct lifestyle risk profiles were identified. Cluster 1 (46.9%), labeled the alcohol profile, was characterized by alcohol consumption without smoking and no prevalence of being overweight. Cluster 2 (20.4%), the multiple-risk profile, included participants who reported regular smoking, with nearly half presenting sedentary behavior and overweight/obesity. Cluster 3 (32.7%), the overweight profile, was characterized by overweight/obesity combined with alcohol consumption but no smoking. No significant differences were observed in the distribution of lifestyle profiles according to sex (p = 0.111) or federated athlete status (p = 0.087). Conclusions: Lifestyle risk behaviors cluster into distinct profiles among university students, with alcohol consumption appearing across multiple profiles and smoking concentrated in a specific high-risk group. These findings highlight the need for targeted health promotion strategies addressing multiple co-occurring behaviors within university populations.
- Como se processa e fomenta motivacionalmente o envolvimento dos docentes na formação contínua?Publication . Campos, Isabel Martins Domingos; Martins, Cátia; Jesus, Maria Eugénia Baptista deEste estudo pretende explorar o processo motivacional e respetivo envolvimento dos docentes no(s) seu(s) percurso de formação contínua. Considerando a importância gradual que a Teoria da Autodeterminação tem vindo a ter no campo da educação, nome-adamente em processos subjacentes aos docentes, os construtos centrais, neste domínio, serão a promoção ou suporte à autonomia, a satisfação das necessidades psicológicas bá-sicas, a autorregulação e as aspirações na frequência e envolvimento na formação contí-nua. Pretende-se, assim, promover a análise e compreensão destes fatores (i.e., satisfação das necessidades psicológicas básicas, aspirações e autorregulação motivacional) ao nível da formação contínua em docentes da região do Algarve. O trabalho foi desenvolvido atendendo a dois estudos interrelacionados, com di-ferentes tipos de investigação: 1) estudo por questionário, dirigido a docentes, para carac-terização individual e profissional, bem como com avaliação dos domínios em estudo (i.e., motivação e aspirações); e 2) grupo focal com grupo especializado, composto por diretores dos diferentes Centros de Formação do Algarve, por forma a sistematizar e re-fletir em torno do envolvimento e satisfação dos docentes. Participaram neste estudo 271 docentes (estudo I) a exercer no Algarve, sendo 55 do sexo masculino e 216 do sexo feminino, com idades entre os 24 e os 67 anos, agregados aos Centros de Formação do Algarve, seguindo-se (estudo II) de uma amostra de 5 parti-cipantes (1 de cada Centro de Formação do Algarve), a orientadora e a coorientadora. O estudo refere que são as mulheres quem se perceciona como mais competentes e com um maior relacionamento entre pares. Enquanto a idade, o reconhecimento profis-sional, as regulações intrínsecas e identificada se destacam como preditores mais negati-vos. Assim, aponta para um envolvimento motivacional dos docentes no seu processo de formação contínua e varia em função do contexto, das Necessidades Psicológicas Básicas e dos estilos regulatórios de cada indivíduo.
- Comparar as emoções das crianças em atividades realizadas na sala com as emoções em atividades realizadas nos espaços exteriores.Publication . Sampaio, Catarina Caliço; Coelho, Ana Cristina Hurtado MatosO presente relatório de investigação, desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, realizada no ano letivo de 2023/2024, tem como título “Comparar as emoções das crianças em atividades realizadas na sala com as emoções em atividades realizadas nos espaços exteriores”. A investigação decorreu numa sala de jardim de infância, de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), na cidade de Tavira, com um grupo de 20 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. A educação deve promover sempre o desenvolvimento harmonioso da criança e, por isso, considerei que a valorização das emoções e a realização de atividades no espaço exterior seriam contributos importantes para abordar com as crianças do grupo. Assim, este estudo teve como objetivos avaliar as emoções das crianças nas diferentes atividades, realizando atividades no espaço exterior e dentro da sala de atividades, e perceber se a realização de atividades no espaço exterior altera o comportamento das crianças de forma positiva. Para esta investigação foi utilizada uma metodologia qualitativa, onde fui observadora participante, realizei uma entrevista à educadora do grupo, implementei seis atividades, fiz registos fotográficos e ainda gravações de vídeo. As atividades que implementei permitiram desenvolver competências em vários domínios das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) e as crianças representaram as suas emoções através da escolha de monstros com cores com base na história “O monstro das cores” da autora Anna Llenas. Assim, através das seis atividades implementadas com as crianças, consegui concluir que as que foram realizadas no interior da sala de atividades despertaram, em geral, melhores emoções nas crianças do que as que foram realizadas no espaço exterior. Ao analisar as razões pelas quais as crianças escolheram determinada cor para representar as emoções sentidas na realização das atividades, pude inferir que nem sempre era o espaço onde as atividades eram realizadas que influenciava as emoções das crianças, mas sim a compreensão das mesmas, conseguirem ou não realizar a atividade, gostarem ou não da atividade, e se era realizada de forma individual ou em grupo. Posto isto, posso concluir que os padrões observados para as manifestações associadas a emoções, foram: 1. Gostarem ou não gostarem da atividade; 2. Terem dificuldades ou não terem na realização da atividade; 3. Perceberem ou não perceberem os materiais que tinham de utilizar e o que tinham de fazer; 4. Ganharem ou perderem os jogos de equipa; 5. Gostarem ou não da forma como a atividade foi realizada (individualmente ou em grupos). Ao observar o comportamento das crianças a realizarem as atividades nestes dois ambientes pude observar que existem outros aspetos a ter em consideração na avaliação das emoções porque constatei que nas atividades realizadas no espaço exterior as crianças se apresentam mais divertidas, realizavam as atividades de forma mais rápida mostrando-se assim mais autónomos e independentes.
