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Percorrer Faculdade de Ciências e Tecnologia por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "10:Reduzir as Desigualdades"
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- A abordagem terapêutica na Perturbação do Espetro do AutismoPublication . Carvoeiras, Inês Martins; Serralheiro, Ana Isabel AzevedoA Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) é uma perturbação complexa do neurodesenvolvimento, que se caracteriza por défices na comunicação e na interação social e por comportamentos restritivos e repetitivos, que afetam de forma significativa a qualidade de vida dos indivíduos. De igual modo, é comum a presença de comorbilidades, sendo as mais frequentes, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, Ansiedade, Perturbação Obsessiva-compulsiva, Depressão, Alterações Comportamentais, Labilidade Emocional e Alterações do Sono. Até à data, a sua etiologia exata permanece desconhecida, sendo, no entanto, sugerido que esta perturbação seja resultado de uma interação complexa entre diversos fatores, principalmente, fatores genéticos e ambientais. Durante as últimas décadas, a literatura tem vindo a apontar para uma mudança alarmante no padrão epidemiológico da PEA, sendo observado globalmente um aumento da sua prevalência desde o século XXI. Posto isto, e dado que atualmente não existe cura para a PEA, o tratamento centra-se no controlo das manifestações clínicas, através de terapia que envolvam componentes terapêuticas e educativas, que assentem no treino de autonomia e de socialização, e no tratamento das comorbilidades mediante o uso de estimulantes do sistema nervoso central, antipsicóticos atípicos, antiepiléticos, antidepressivos e agonistas do recetor da melatonina.
- Abordagem atual na seleção de medicamentos emergentes na Depressão ResistentePublication . Martins, Marta Sofia Tomé Vicente de Bastos; Silva, Isabel Maria Júlio daA depressão resistente ao tratamento é caracterizada pela falta de resposta adequada a, pelo menos, dois regimes antidepressivos de diferentes classes, afetando uma percentagem significativa de indivíduos diagnosticados com depressão major. Recentemente, alguns fármacos emergentes têm sido investigados como alternativas promissoras para a depressão resistente ao tratamento. Entre esses tratamentos, destacam-se a cetamina e a escetamina, antagonistas dos recetores NMDA, que oferecem alívio rápido dos sintomas, em doentes refratários ao tratamento. Outras substâncias psicadélicas, como a psilocibina e o MDMA, têm igualmente mostrado resultados positivos em ensaios clínicos, através da modulação dos circuitos neuronais envolvidos no humor e na cognição. As abordagens atuais focam-se em alternativas que vão, além dos mecanismos tradicionais de modulação de serotonina, noradrenalina e dopamina, permitindo uma investigação pormenorizada das vias relacionadas com o equilíbrio neuro químico e a plasticidade cerebral. A seleção dos medicamentos emergentes tem em consideração não apenas os medicamentos inovadores de ação, mas também a capacidade de proporcionar benefícios terapêuticos rápidos e uma melhoria significativa na qualidade de vida dos doentes. No entanto, apesar dos avanços, os desafios relacionados com a segurança a longo prazo, os efeitos adversos e a eficácia consistente precisam ainda de ser abordados em estudos adicionais. Assim sendo, os novos tratamentos representam uma mudança significativa na forma com a depressão resistente ao tratamento é tratada, proporcionando esperança e bem-estar aos doentes que não respondem às terapias convencionais.
- Abordagens terapêuticas do Lúpus Eritematoso Sistémico e impacto na vida do doentePublication . Ruivinho, Beatriz Lourenço; Serralheiro, Ana IsabelO lúpus eritematoso sistémico é uma doença crónica e autoimune, que leva a uma desregulação do sistema imunitário e desenvolvimento de uma resposta inflamatória, mas mesmo desconhecendo-se a totalidade do mecanismo patogénico, sabe-se que este está relacionado com hiperreatividade dos linfócitos T e B, alterações no sistema complemento, produção de autoanticorpos e formação de complexos imunes. O que pode ser potencializado por fatores de risco genéticos, ambientais e hormonais. Por ser uma doença muito heterogénea apresenta várias manifestações clínicas que podem ser cutâneas, musculosqueléticas, pulmonares, entre outras, e diversas complicações e comorbilidades como o desenvolvimento de nefrite lúpica ou de infertilidade e outros problemas aquando da gravidez. Assim sendo, o impacto da doença no dia-a-dia do doente a nível físico, emocional e social é marcadamente relevante, diminuindo bastante a sua qualidade de vida e fazendo com que tenha de existir uma grande capacidade de adaptação e de gestão da patologia e das suas comorbilidades. Para dar um maior conforto e melhorar a vida destes doentes torna-se fundamental o recurso a opções terapêuticas que consigam controlar ou diminuir a atividade da doença e impedir o aparecimento de novos danos, aliadas às quais devem ser aplicadas medidas não farmacológicas como a realização de consultas com um psicólogo. De acordo com as diretrizes terapêuticas, a base do tratamento é a hidroxicloroquina e os glucocorticoides aos quais poderá haver a necessidade de adicionar determinados agentes imunossupressores, como o metotrexato, a azatioprina, o micofenolato de mofetil, o belimumab ou o anifrolumab, a ciclofosfamida, os inibidores da calcineurina e o rituximab. Salienta-se deste modo, que o farmacêutico apresenta um papel fundamental no aumento da qualidade de vida do doente, e que ainda há um longo caminho a percorrer para o melhor entendimento da patologia e existência de melhores opções terapêuticas.
- Acidente vascular cerebral: fisiopatologia, consequências e abordagem farmacoterapêuticaPublication . Pires, Andreia Filipa Pontes; Silva, Isabel Maria Júlio da; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais daO acidente vascular cerebral é a doença neurológica aguda de maior relevância, devido à sua incidência, ao largo espetro de idades em que ocorre e à incapacidade que provoca. É considerado um problema de saúde pública, visto ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade no mundo, bem como a principal causa de morte e incapacidade em Portugal. A fisiopatologia deste quadro clínico envolve uma complexa cascata de eventos que interrompe o fluxo sanguíneo para o cérebro, resultando em isquemia ou hemorragia cerebral. O entendimento desses mecanismos é fundamental para a implementação de estratégias de prevenção, tratamento e reabilitação da doença. O sobrevivente de um acidente vascular cerebral pode apresentar distúrbios cognitivos e comportamentais que resultam, frequentemente, num prognóstico funcional desfavorável. Estima-se que um terço dos sobreviventes possa desenvolver como consequência a longo prazo, comprometimento cognitivo e demência, especialmente em casos de acidente vascular cerebral recorrente. O tratamento de primeira linha para o acidente vascular cerebral isquémico é a trombólise intravenosa com alteplase, mas se este quadro for causado por oclusão de grandes vasos, recorre-se à trombectomia mecânica. No acidente vascular cerebral hemorrágico, são adotadas medidas de controlo da pressão arterial e pressão intracraniana e técnica de ventriculostomia. Na prevenção de novos eventos isquémicos, é instituída a dupla antiagregação (ácido acetilsalicílico e clopidogrel) durante 21 dias, seguido de monoterapia. A utilização de anticoagulantes orais é feita em pacientes com condições específicas, fibrilhação auricular, enquanto na prevenção de eventos hemorrágicos a mesma deve ser interrompida devido ao risco de aumento de hemorragia. Para além disso, utilizam-se agentes de reversão da anticoagulação. Para que tudo seja possível, é necessário haver uma monitorização da terapêutica por parte dos profissionais de saúde, nomeadamente o farmacêutico, que desempenha um papel integral no cuidado de pacientes com acidente vascular cerebral.
- Advanced nanotherapeutic strategies transforming diabetic wound healingPublication . Ramos, Filipa; Kumar, Girish; Virmani, Tarun; Sharma, Abhishek; Duarte, Sofia O. D.; Fonte, PedroDue to their high recurrence rates and slow healing, diabetic wounds are becoming a greater public health concern [Citation1]. Each year, 1.6 million cases of diabetic wounds occur in the United States alone, affecting approximately 18.6 million people worldwide [Citation2]. Because of poor cellular regeneration, increased inflammation, and reduced angiogenesis, traditional treatments like debridement, antibiotics, and dressings usually do not work [Citation3]. To overcome the limitations of traditional treatments, there is now a significant demand for advanced therapeutic modalities that promise accurate, efficient, and rapid healing processes [Citation4]. These include microneedles (MNs), exosomes, tetrahedral framework nucleic acids (tFNAs), three-dimensional scaffolds, gene therapy, oxygen-releasing biomaterials, phototherapies, and nanozymes.
- Ansiedade nos jovens adultos: farmacoterapia e revisão bibliográficaPublication . Sousa, Mariana de Jesus; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais daNa Antiguidade, os filósofos abordavam estados emocionais como a ansiedade, conectando-os a traços morais, sem considerá-la como uma patologia. No século XIX, a ansiedade foi identificada como uma condição patológica distinta, com Sigmund Freud destacando-a como uma síndrome independente, precursora dos transtornos modernos. Em 2019, a prevalência global de transtornos de ansiedade foi de 4,05%, refletindo um aumento significativo desde 1990. A pandemia de COVID-19 exacerbou este problema, elevando os casos de ansiedade devido às adversidades e medidas de quarentena. A ansiedade em níveis ligeiros/moderados pode ter benefícios, no entanto, quando elevada, reflete um estado de alerta diante de uma ameaça iminente. É caracterizada por preocupações excessivas e persistentes podendo manifestar sintomas físicos e psicológicos, como sudorese, taquicardia e tremores devido à ativação do sistema nervoso simpático. O diagnóstico da ansiedade é realizado por meio de métodos como questionários padronizados para avaliar o estado mental e o nível de ansiedade, como o GAD-7 e o DASS-21. O tratamento varia conforme a intensidade da ansiedade e pode envolver terapia cognitivo-comportamental e farmacológica. É crucial distinguir entre ansiedade ligeira e transtornos de ansiedade, que são persistentes e incapacitantes. O farmacêutico desempenha um papel vital na saúde pública, frequentemente atuando como o principal ponto de acesso e último contato dos pacientes nos serviços de saúde, oferecendo orientações cruciais acerca da utilização de medicamentos, como posologia e efeitos indesejáveis. Concluindo, a ansiedade, anteriormente vista como uma característica emocional, é hoje reconhecida como uma condição patológica com grande impacto na saúde global. O aumento dos transtornos de ansiedade exige abordagens terapêuticas eficazes. Nesse contexto, o farmacêutico desempenha um papel crucial, orientando o uso adequado de medicamentos e ajudando a identificar sinais de alerta.
- Antibioterapia das infeções por espécies de enterobacterPublication . Gonçalves, Carina Fernandes; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais daA descoberta do primeiro antibiótico por Alexander Fleming foi importante para reduzir o número de mortes causadas por infeções bacterianas. No entanto, o seu uso incorreto e descontrolado permitiu que as bactérias desenvolvessem vários mecanismos de resistência, levando à ineficácia dos antibióticos. O grupo ESKAPE é composto por bactérias que causam infeções nosocomiais e são resistentes aos antibióticos comuns, sendo por isso consideradas uma ameaça para a saúde pública. Neste grupo estão presentes diversas espécies de Enterobacter, sendo as mais comuns Enterobacter cloacae, Enterobacter asburiae e Enterobacter hormaechei. Enterobacterales resistentes aos carbapenemos e resistentes às cefalosporinas de 3.ª geração são classificados pela Organização Mundial de Saúde como prioridade crítica, já que as opções de tratamento são limitadas, provocam elevadas taxas de mortalidade e morbilidade e apresentam uma elevada resistência aos antibióticos. A resistência aos antibióticos é causada pela produção de β-lactamases do tipo AmpC, β-lactamases de espetro alargado e carbapenemases, e também através das bombas de efluxo e alterações de permeabilidade. As espécies de Enterobacter são responsáveis por vários tipos de infeções, como infeções do trato urinário, do trato respiratório, bacteremia, entre outras. O tratamento das infeções causadas pelas espécies de Enterobacter baseia-se no tipo de resistência e de infeção, incluindo fármacos como carbapenemos, cefalosporinas, aminoglicosídeos, monobactamos, entre outros, podendo ser usados em monoterapia ou terapia combinada. Estes fármacos são importantes no tratamento, mas são necessários novos antibióticos para combater estas bactérias que se vão tornando resistentes aos tratamentos existentes. Outras terapêuticas foram desenvolvidas para além dos antibióticos já que a sua produção tem vindo a diminuir ao longo do tempo, sendo que por isso é igualmente importante futuros estudos nestas áreas. O farmacêutico é fundamental neste processo uma vez que garante o uso correto dos antibióticos, de forma a combater a resistência bacteriana e a garantir a eficácia do tratamento.
- Biomarcadores farmacogenómicos como fonte de evidência para a efetividade e segurança dos anticoagulantes orais diretosPublication . Barradas, Filipa Isabel Coelho da Luz; Advinha, Ana Margarida Molhinho; Marques, Vera Linda RibeiroA trombose é uma condição frequentemente evitável, subjacente a várias doenças cardiovasculares graves, como o enfarte agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral tromboembólico e o tromboembolismo venoso (TEV). Assim, a prevenção efetiva e o tratamento adequado da trombose são essenciais para reduzir a mortalidade e a morbilidade cardiovascular. Nos últimos anos, os anticoagulantes orais diretos (DOAC) surgiram como uma alternativa promissora aos anticoagulantes convencionais, como os antagonistas da vitamina K e as heparinas, apresentando uma eficácia comparável e um perfil de segurança mais favorável. No entanto, o uso desses medicamentos não está isento de riscos. De facto, estudos recentes têm documentado uma variabilidade interindividual significativa nos níveis plasmáticos dos DOAC, o que pode levar a efeitos adversos graves, como hemorragias, ou à redução da efetividade terapêutica. A farmacogenómica desempenha um papel crucial na compreensão dessa variabilidade, constituindo uma ferramenta essencial na personalização da terapêutica com DOAC. Método: O estudo desenvolveu-se em duas fases: i) pesquisa dos biomarcadores farmacogenómicos presentes nos resumos das características dos medicamentos (RCM) dos DOAC com autorização de introdução no mercado (AIM) em Portugal; e ii) revisão sistemática da literatura (RSL), com o objetivo de descrever e caracterizar os biomarcadores farmacogenómicos encontrados tanto nos RCM, como na literatura internacional. No final, os estudos incluídos na RSL foram classificados de acordo com o seu nível de evidência e grau de recomendação. Resultados: Dos 5 DOAC com RCM em Portugal, 4 continham informação farmacogenómica. O biomarcador farmacogenómico mais frequentemente identificado foi o ABCB1/P-gp (glicoproteína-P), seguido do CYP3A4. A RSL confirmou parcialmente esses resultados, destacando também o ABCB1/P-gp como o biomarcador mais comum, seguido do CYP3A5. Além disso, a RSL identificou outros biomarcadores relevantes, especialmente para o dabigatrano e o apixabano. Relativamente, à base de dados criada com a informação farmacogenómica extraída dos RCM, os resultados foram meramente informativos e não geraram recomendações específicas. A maioria dos estudos incluídos foi classificada com um elevado nível de evidência, assegurando a confiabilidade dos resultados e um bom grau de recomendação. Conclusão: As variantes farmacogenómicas estudadas ainda não foram validadas nem incorporadas nos testes genéticos de rotina. Assim, são necessários estudos adicionais, incluindo estudos de coortes independentes, para confirmar a validade e a utilidade clínica dessas variantes. Além disso, é fundamental considerar as diferenças interpopulacionais na distribuição das variantes genéticas de modo a garantir a aplicabilidade e a efetividade dos testes genéticos e das recomendações farmacogenómicas em diferentes populações. A integração da farmacogenómica na prática clínica é essencial para otimizar a terapêutica com DOAC e reduzir os riscos de hemorragia e de eventos tromboembólicos.
- Candidíase vulvovaginal: uma revisão da literaturaPublication . Francisco, Beatriz da Silva; Condinho, Mónica Sofia LealA candidíase vulvovaginal é uma infeção fúngica que afeta a vagina, causada principalmente por Candida albicans. Pode ser classificada em não complicada, complicada e recorrente. Estima-se que, a maioria das mulheres em idade fértil, tiveram ou terão, pelo menos, um episódio de candidíase vulvovaginal durante a sua vida. Os sintomas mais comuns são corrimento anormal, espesso e esbranquiçado, irritação vulvar, sensação de queimadura, dor e vermelhidão. A infeção desenvolve-se quando há reprodução excessiva do fungo devido a um desequilíbrio da microflora vaginal. O processo de patógenese inicia-se com a capacidade de adesão da Candida à superfície do epitélio da vagina. Os fatores de risco para a candidíase vulvovaginal dividem-se em fatores relacionados com o hospedeiro e fatores relacionados com o comportamento de cada indivíduo. Para diagnosticar a infeção, é realizado um exame pélvico, onde se recolhem amostras. Relativamente ao tratamento farmacológico para a candidíase vulvovaginal, existem várias abordagens que podem conduzir a taxas de sucesso diversificadas. A escolha mais comum incide sobre os antifúngicos tópicos de aplicação vaginal, como os azóis. Apenas nos casos de infeção recorrente é que são utilizados antifúngicos orais. Existem outras opções terapêuticas, como as equinocandinas, anfotericina B, nistatina e flucitosina, ainda que algumas destas não sejam comercializadas em Portugal. O uso de probióticos mostrou alguns resultados como prevenção do aparecimento da infeção. Como tratamento, não existe evidência cientifica que o suporte, sendo uma área de grande interesse para a investigação. O papel do farmacêutico na candidíase vulvovaginal, começa junto da população, com promoção da educação sobre boas práticas de higiene íntima e ajuda na distinção nos tipos de sintomatologias.
- Diagnóstico e abordagem terapêutica da hiperbilirrubinémia nos recém-nascidosPublication . Caeiro, Beatriz Lula; Silva, Isabel Maria Júlio daA hiperbilirrubinémia caracteriza-se pela elevada concentração de bilirrubina em circulação e é uma das patologias mais comuns em recém-nascidos, sendo umas das principais causas de internamento e readmissão hospitalar nesta população. A bilirrubina é tóxica para o sistema nervoso central, sendo, por isso, fundamental que ocorra uma monitorização cuidadosa, dada as repercussões graves que podem surgir nos bebés, como encefalopatia bilirrubínica e a kernicterus. A hiperbilirrubinémia pode dividir-se em 2 tipos. A hiperbilirrubinémia não conjugada pode ter etiologia fisiológica ou patológica enquanto a hiperbilirrubinémia conjugada tem sempre etiologia patológica. A etiologia da hiperbilirrubinémia deve ser identificada com o objetivo de determinar a melhor opção terapêutica. Como forma de diagnosticar esta patologia deve ser realizado o hemograma completo, determinação fenotípica do grupo sanguíneo e o teste de Coombs. Devem também ser determinados os valores da albumina e das aminotransferases séricas e os valores de bilirrubina sérica total. É a partir dos valores de bilirrubina sérica total que se baseia a escolha do tratamento, sendo a fototerapia e a exsanguinotransfusão as principais opções terapêuticas. A fototerapia constitui o tratamento preferencial da hiperbilirrubinémia neonatal, reduzindo a necessidade de recorrer à exsanguinotransfusão. Foram estabelecidas recomendações quanto à abordagem a adotar no tratamento desta patologia, que incluem a utilização adequada da fototerapia e da exsanguinotransfusão, a necessidade de intensificar os cuidados, a realização de fototerapia no domicílio, a descontinuação dos cuidados e o acompanhamento pós-alta hospitalar. Atualmente, apesar das recomendações criadas para a abordagem da hiperbilirrubinémia neonatal e o desenvolvimento de novas tecnologias e novas terapêuticas, esta patologia continua a ser uma causa significativa de mortalidade e morbilidade nos recém-nascidos.
